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O drama das rebeliões carcerárias na América Latina

29/03/2018 15h46

Paris, 29 Mar 2018 (AFP) - A rebelião num centro de detenção na cidade venezuelana de Valencia é um novo episódio no drama recorrente dos distúrbios carcerários na América Latina.

- Os mais graves -Várias rebeliões, às vezes seguidas de incêndios, deixaram mais de cem mortos nos últimos 30 anos.

Em 2005, uma briga entre presos da prisão dominicana de Higüey, a 150 quilômetros de Santo Domingo, terminou com um gigantesco incêndio provocado pelo fogo ateado em colchões. No total, 135 pessoas morreram.

Em 1994, as brigas e um incêndio deixaram 121 mortos na prisão de Sabaneta, em Maracaibo, no noroeste da Venezuela.

Em 1992, mais de 300 policiais armados intervieram após uma rebelião na prisão do Carandiru, então a maior da América Latina, e 111 prisioneiros morreram.

- Venezuela -As revoltas violentas são frequentes na Venezuela, onde em 2016 havia 88 mil pessoas encarceradas, apesar de uma capacidade oficial de 35 mil lugares, de acordo com dados da ONG Uma Janela para Liberdade.

Em agosto de 2017, uma rebelião deixou 37 vítimas em um centro de detenção provisória no estado do Amazonas (sul).

Em abril daquele ano, confrontos entre detentos de facções rivais deixaram 12 mortos e 11 feridos na prisão de Puente Ayala, em Barcelona (leste).

Em 2013, uma rebelião na prisão de Uribana (noroeste), provocada por uma inspeção para procurar armas, causou a morte de 60 pessoas.

Em 2012, confrontos na prisão de Yare I, perto de Caracas, deixaram 25 mortos.

- Outros países na América Latina -Além da Venezuela, outros países da América Latina experimentaram distúrbios nos últimos meses.

Em 1º de janeiro de 2018, confrontos entre facções rivais do crime organizado deixaram nove mortos em um complexo penitenciário no estado de Goiás, de onde cem prisioneiros escaparam.

Em 2017, dois motins no México deixaram 16 mortos em Cadereyta (centro) e 28 mortos em Acapulco (sul).

Em 3 de janeiro de 2017, uma acerto de contas entre facções rivais em Manaus deixou 56 mortos. Alguns corpos foram encontrados sem víceras e decapitados.

Cinco dias depois, 31 detentos foram assassinados de maneira semelhante em uma prisão no estado de Roraima.

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