Diretor da agência ambiental dos EUA criticado por gastos e vínculos

Washington, 3 Abr 2018 (AFP) - Os democratas denunciaram, nesta terça-feira, um escândalo ético em torno de Scott Pruitt, diretor da Agência de Proteção Ambiental (EPA), acusado de receber benefícios de um lobby e de ter viajado às custas do contribuinte americano.

Há vários meses, Pruitt é acusado de uso desmedido de aviões da frota do governo ou de passagens de primeira classe em companhias aéreas regulares.

Uma viagem à Itália de Pruitt, assessores e guardas-costas, para uma reunião de ministros do G7 e uma visita privada ao Vaticano custou 120.000 dólares em meados do ano passado, segundo a rede CBS.

A EPA insiste em que todos os gastos cumpriram as regras de validação interna.

Mas estas revelações se somam a outras que envolvem outros ministros de Trump, de modo que os democratas de uma comissão de controle do Congresso denunciaram os "gastos extravagantes de transporte aéreo" do governo, exigindo a realização de audiências.

A comissão da Câmara controlada pelos republicanos abriu uma investigação em setembro passado sobre todas as práticas de viagem da administração.

Scott Pruitt também está na mira dos democratas e de algumas associações desde a divulgação de informações de que paga apenas 50 dólares por noite para alugar um apartamento de três quartos perto do Capitólio, propriedade parcial de uma lobista de Washington.

Além disso, o marido da proprietária parcial do imóvel também é o presidente de um importante grupo de pressão, e um de seus clientes obteve no ano passado a aprovação da EPA para o projeto de um oleoduto.

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