Polícia relata feridos e morte de suposta atiradora na sede do YouTube

San Francisco, 3 Abr 2018 (AFP) - Um ataque a tiros nos escritórios do YouTube, na Califórnia, nesta terça-feira (3), deixou pelo menos três feridos e provocou uma fuga caótica, antes de a principal suspeita aparentemente cometer suicídio.

Em meio ao cenário caótico na cidade de San Bruno, uma mulher que se acreditava ser a atiradora foi encontrada morta na sede da plataforma de vídeos da Google.

Todos os feridos foram baleados - dois estão em estado grave - e foram levados a um hospital para serem atendidos, segundo a imprensa local.

"Temos quatro vítimas que foram transportados por ferimentos relacionados aos disparos. Temos uma pessoa suspeita que morreu dentro do prédio com um ferimento autoinfligido", disse o chefe da polícia de San Bruno, Ed Barberini, à imprensa.

Barberini não esclareceu imediatamente se esse balanço inclui a suspeita.

"A investigação está em curso", insistiu o chefe da polícia, sem dar mais detalhes sobre a mulher. "Neste momento, acreditamos que seja a atiradora".

Ataques a tiros perpetrados por mulheres são extremamente raros nos Estados Unidos, onde a vasta maioria dos atos de violência com armas de fogo é executada por homens.

De acordo com um estudo do FBI que analisou 160 incidentes envolvendo um ou mais atiradores em locais públicos entre 2000 e 2013, apenas seis das pessoas que abriram fogo eram mulheres - 3,8% do total.

Em meio aos relatos conflitantes sobre vítimas, Barberini disse que os feridos "foram transportados e estão sendo tratados para os ferimentos que são tratáveis".

Ele afirmou que a polícia lacrou o prédio enquanto a investigação e as buscas por possíveis vítimas adicionais continuam.

- Fuga caótica -Funcionários descreveram cenas de caos enquanto tentavam escapar da sede do YouTube perto de San Francisco. Um deles disse ter visto sangue pelo chão enquanto fugia.

"Estávamos em uma reunião e ouvimos pessoas correndo porque estava ressoando no chão. O primeiro pensamento foi que era um terremoto", tuitou o funcionário Todd Sherman.

Ele disse que enquanto se encaminhava para a saída, "alguém disse que tinha alguém com uma arma". "Neste momento, qualquer nova pessoa que eu via era um atirador em potencial".

Os tuítes de Sherman continuaram: "Eu olhei para baixo e vi gotas de sangue no chão e nas escadas. Procurei ameaças, e então descemos as escadas e saímos";

Uma imagem publicada no Twitter mostra funcionários sendo retirados do prédio com as mãos ao alto, sem maiores explicações.

Testemunhas relataram ainda a presença de helicópteros e policiais da equipe de choque SWAT no local.

A Casa Branca disse que o presidente Donald Trump tinha sido informado e que seu governo estava monitorando a situação em andamento em San Bruno.

Pouco depois, Trump tuitou: "Nossos pensamento e orações estão com todos os envolvidos. Obrigado aos nossos fenomenais agentes da lei e de primeiros socorros que estão atualmente na cena".

Já a Google tuitou que estava "coordenando com autoridades e hospitais" e que sua "equipe de segurança trabalhou de perto com as autoridades para evacuar o edifício e garantir a segurança dos funcionários".

Os escritórios do YouTube ficam a 50 km do campus principal da Google, em Mountain View.

O tiroteio acontece em meio a um debate intenso sobre a necessidade de ampliar o controle do porte de armas nos Estados Unidos.

Estima-se que 1,5 milhão de pessoas participaram de manifestações em todo o país em 24 de março pedindo normas mais rigorosas em relação às armas de fogo, após um ataque a tiros em uma escola em Parkland, na Flórida, em fevereiro.

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