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Assad pagará por ataque com gás sarin, prometem potências ocidentais

04/04/2018 12h59

Washington, 4 Abr 2018 (AFP) - Um ano depois do ataque com gás sarin contra a cidade rebelde de Khan Sheikhun, na Síria, os Estados Unidos e seus aliados europeus prometem que Bashar al-Assad prestará contas dessa tragédia.

Em uma declaração conjunta, os ministros das Relações Exteriores de Grã-Bretanha, França, Alemanha e Estados Unidos também criticaram a Rússia por fracassar em tirar o letal arsenal químico de seu aliado.

"Hoje marca um ano desde o abominável ataque (...) no qual forças de Assad soltaram gás nervoso sarin com trágicas consequências para centenas de homens, mulheres e crianças", declararam.

"Condenamos o uso de armas químicas de quem quer que seja, em qualquer lugar", acrescentaram os ministros Boris Johnson (Grã-Bretanha), Jean-Yves Le Drian (França) e Heiko Maas (Alemanha), assim como o secretário de Estado americano interino, John Sullivan.

"Estamos comprometidos com garantir que todos os responsáveis prestem contas. Não vamos descansar em nossos esforços para buscar justiça para as vítimas desses horrendos ataques na Síria", completou a nota.

Por volta das 7h (horário local) de 4 de abril de 2017, um bombardeio atingiu Khan Sheikun, uma pequena cidade no noroeste da Síria sob controle dos rebeldes que lutam contra o governo Assad.

De acordo com um relatório da ONU, após a ofensiva aérea, muitos moradores apresentaram sintomas parecidos com os de um ataque de um agente nervoso ilegal, morrendo, ou tendo convulsões.

Assad negou ter ordenado o ataque, e a Rússia continuou a dar cobertura diplomática à Síria na ONU, apesar de ter concordado com ajudar a remover as armas em questão.

"Em 2013, a Rússia prometeu garantir que a Síria abandonaria todas as suas armas químicas", disseram os ministros.

"Desde então, os investigadores internacionais autorizados pelo Conselho de Segurança da ONU consideraram o regime de Assad responsável por usar gás venenoso em quatro ataques separados", completa o comunicado.

"Ao invés de cumprir sua promessa, a Rússia reagiu usando seu veto no Conselho de Segurança para calar a investigação", reclamaram os ministros.

"Cada vez que uma arma química é usada, mina o consenso global contra seu emprego", advertiram.

"Qualquer um desses usos é uma clara violação da Convenção de Armas Químicas e mina gravemente uma ordem internacional baseada em regras", insiste a declaração.