Casa Branca: missão militar na Síria está chegando a seu fim

Washington, 4 Abr 2018 (AFP) - A Casa Branca afirmou nesta quarta-feira que a missão militar americana para erradicar o grupo Estado Islâmico (EI) na Síria está chegando a seu fim, mas não deu detalhes sobre um eventual calendário de retirada das tropas.

O governo de Donald Trump considerou em um comunicado que o EI "estava praticamente destruído".

Também antecipou que os Estados Unidos e seus aliados estão decididos a "eliminar a pequena presença do EI na Síria que ainda não foi erradicada".

"Continuarem conversando com nossos aliados e amigos sobre o futuro", acrescenta o texto, que não evocou em momento algum a retirada das tropas.

Mais cedo, o diretor da Inteligência Nacional, Dan Coates, afirmou que o governo dos Estados Unidos chegou a uma decisão sobre o fim de sua presença militar na Síria, e que o anúncio formalmente será feito em breve,

Nos últimos dias, o próprio Trump aventou várias vezes a possibilidade de uma retirada da Síria.

Na véspera, ele reiterou sua intenção de retirar as tropas americanas da Síria, mas destacou que esta decisão ainda não havia sido tomada.

"Quero trazer nossas tropas de volta para casa. Quero começar a reconstruir nossa nação", afirmou Trump, enfatizando que as tropas dos Estados Unidos partirão assim que o grupo extremista Estado Islâmico (EI) for eliminado.

"Nossa missão principal é nos livrarmos do ISIS. Quase concluímos essa tarefa", afirmou Trump, usando o termo ISIS, acrônimo em inglês para Estado Islâmico.

"Vamos tomar esta decisão muito rapidamente", concluiu.

O presidente afirmou que consultará seus aliados e sugeriu que um deles, a Arábia Saudita, poderia financiar os americanos que permanecerem ali.

Os Estados Unidos têm mais de 2.000 militares no leste da Síria que trabalham com milícias locais para enfrentar o grupo extremista EI, enquanto tentam se manter fora da guerra civil.

Em quase sete anos de guerra na Síria, desencadeada pela dura repressão do regime de Bashar al Assad de manifestações pró-democracia, deixou mais de 340.000 mortos e milhões de deslocados.

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