Maduro chama Macron de 'fantoche de Trump' e 'matador de aluguel'

Caracas, 5 Abr 2018 (AFP) - O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, tachou nesta quinta-feira (5) seu contraparte francês, Emmanuel Macron, de "fantoche" e "matador de aluguel", em um novo ataque ao chefe de Estado europeu, que desqualificou as eleições presidenciais venezuelanas de 20 de maio.

"O que Macron me disser passa batido, Macron é um fantoche da política de (o presidente americano, Donald) Trump contra a Venezuela", disse Maduro em coletiva de imprensa, antes da ativação de seu comando de campanha.

O presidente venezuelano assegurou que o "povo soberano da Venezuela" é o único que pode julgar as eleições, nas quais tenta a reeleição até 2025.

O chefe de Estado rechaçou as críticas de Macron às eleições em seu país, enquanto a França atravessa uma "greve geral de toda a classe operária, trabalhadores e profissionais", em alusão às paralisações intermitentes durante três meses, convocadas pelos trabalhadores da empresa pública de transportes ferroviários.

Macron "está destruindo a França. Colocaram Macron na Presidência da França para que atuasse como pistoleiro, Macron é um pistoleiro dos interesses da oligarquia financeira para destruir os direitos sociais do povo da França", afirmou Maduro.

"Vamos às eleições, teremos resultados e haverá presidente legítimo da Venezuela e me importa um caralho o que diga Macron", acrescentou.

Na quarta-feira, o presidente venezuelano acusou de "racistas" os governos da França e da Espanha, que promoveram sanções da União Europeia contra o governo de Maduro.

No mesmo dia, o chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, entregou uma nota de repúdio ao embaixador francês em Caracas, Romain Nadal, por uma reunião entre Macron e líderes opositores, aos quais a Venezuela acusa de golpistas e de promover a violência.

Ele se referia a Antonio Ledezma, ex-prefeito de Caracas, que fugiu da prisão domiciliar para a Espanha em novembro passado, e a Carlos Vecchio, copartidário do detido Leopoldo López e ex-exilado nos Estados Unidos, que foram recebidos por Macron no Palácio do Eliseu, sede do Executivo francês.

O deputado e ex-presidente do Parlamento Julio Borges também foi ao encontro, que Caracas tachou de "gesto inamistoso", e no qual o presidente francês assegurou que as próximas eleições carecem de condições para ser justas e livres.

Durante o encontro, Macron advertiu que está disposto, junto com seus parceiros europeus, a "adotar novas medidas se as autoridades venezuelanas não permitem que se celebrem eleições democráticas".

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