Panamá retira seu embaixador em Caracas e pede que Venezuela faça o mesmo

Panamá, 6 Abr 2018 (AFP) - Panamá retirou seu embaixador na Venezuela e pediu a Caracas que também retire seu representante diplomático acreditado no Panamá, após as medidas tomadas pelo governo de Nicolás Maduro contra empresas e funcionários do governo panamenho, informou a chancelaria.

"O governo do Panamá havia decidido retirar seu embaixador na República Bolivariana de Venezuela, Miguel Mejía, e solicita ao governo venezuelano retirar seu embaixador acreditado no Panamá, Jorge Durán Centeno", segundo um comunicado.

A decisão panamenha acontece logo depois de a Venezuela suspender as relações econômicas por três meses com várias pessoas e empresas panamenhas, entre elas a companhia aérea Copa Airlines - uma das poucas que operam no país -, em resposta às sanções do Panamá contra o presidente Nicolás Maduro.

Caracas "suspendeu por 90 dias as relações econômicas e financeiras com 22 pessoas físicas e 46 jurídicas nacionais do Panamá, como medida para proteger o sistema financeiro venezuelano", informou nesta quinta-feira a agência estatal AVN, mencionando a Copa, sem informar o alcance das medidas.

Entre os sancionados estão o presidente Juan Carlos Varela e a Companhia Panamenha de Aviação (Copa Airlines), segundo uma resolução dos ministérios do Interior e Justiça, Economia e Finanças e Comércio Exterior, que ainda não foi publicada.

Se "suspendem a partir de 6 de abril de 2018 por um lapso de 90 dias prorrogáveis todos os voos da Companhia Panamenha de Aviação S.A. (Copa Airlines) de e para o território nacional, como medida para proteger o sistema financeiro venezuelano", informou o Instituto Nacional de Aeronáutica Civil (INAC).

A Copa Airlines é a companha que mais destinos oferece no mercado venezuelano em um contexto de saída em massa por dívidas comerciais do governo de Maduro.

No país operam poucas companhias aéreas internacionais - menos de uma dezena - como American Airlines, Iberia, Air France, Swiftair, Turkish Airlines e Cubana de Aviación. As companhias venezuelanas Laser e Avior voam para o Panamá.

Também foram cortados os vínculos financeiros com a vice-presidente e chanceler panamenha, Isabel de Saint Malo; o ministro da Presidência, Álvaro Alemán, e a ministra do governo, María Luisa Romero.

As sanções foram tomadas porque - segundo investigações de autoridades venezuelanas - se evidenciou "o uso recorrente do sistema financeiro panamenho por parte de sujeitos nacionais venezuelanos para mobilizar dinheiros e bens proveniente do delito contra o patrimônio público", indicou a AVN.

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