Veja os principais nomentos da invasão americana ao Iraque

Bagdá, 8 Abr 2018 (AFP) - Relembre os principais momentos do Iraque desde a invasão americana e a queda do regime de Saddam Hussein, há 15 anos.

- Ocupação -Em 20 de março de 2003 começa a operação "Liberdade do Iraque", a intervenção militar dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha no Iraque, acusado de possuir "armas de destruição em massa" (ADM).

Em 9 de abril, os americanos entram em Bagdá, onde a estátua de Saddam Hussein é derrubada por um veículo blindado, apoiado por iraquianos. A cena simboliza a queda da capital e do regime, apesar dos contínuos combates.

Em 1º de maio, o presidente George W. Bush afirma que a maior parte dos combates terminou, mas a guerra contra o terror continua.

Em 16 de maio, o americano Paul Bremer, nomeado administrador civil, proíbe o acesso às funções públicas dos líderes do partido Baas, anunciando a dissolução dos órgãos de segurança.

Em 2 de outubro, um relatório do grupo de inspeção dos Estados Unidos reconhece que não foram encontradas ADM no país.

Em 13 de dezembro, Saddam Hussein é capturado perto de Tikrit, ao norte de Bagdá. Ele será enforcado no final de 2006.

A transmissão, em abril de 2004, de imagens de prisioneiros iraquianos humilhados por soldados americanos em Abu Ghraib aumenta a indignação em todo o mundo.

- Transferência de poder -Em junho de 2004, a coalizão transfere o poder para o governo interino. A Autoridade Provisória da Coalizão (CPA) é dissolvida. Paul Bremer deixa o país.

No final de janeiro de 2005, a primeira votação multipartidária em quase 50 anos é boicotada pelos sunitas.

Os xiitas, que representam dois terços da população, obtêm uma maioria absoluta no Parlamento, à frente dos curdos.

Em outubro, uma nova Constituição instituiu o federalismo e legaliza a autonomia do Curdistão, efetiva desde 1991.

Em dezembro, a Aliança Iraquiana Unificada (xiita) vence as eleições legislativas, sem maioria absoluta.

- Conflito religioso -Em 22 de fevereiro de 2006, a destruição de um mausoléu xiita em Samarra (norte de Bagdá) provoca uma onda de violência entre sunitas e xiitas que causará dezenas de milhares de mortes até 2008.

Em abril, o xiita Nuri al-Maliki é encarregado de formar um governo pelo curdo Jalal Talabani, reeleito à presidência.

Em 14 de agosto de 2007, mais de 400 pessoas morreram nos ataques mais mortíferos em quatro anos, contra a minoria yazidi no norte do país.

No início de 2009, o Iraque assume o controle da "zona verde" em Bagdá, símbolo da ocupação americana.

Em dezembro de 2011, os últimos soldados americanos deixam o Iraque, marcando o fim de quase nove anos de ocupação e deixando o país em uma grave crise política.

Entre 2003 e 2011, mais de 100.000 civis foram mortos, segundo a organização Iraq Body Count.

Os Estados Unidos lamentam quase 4.500 mortos.

- Jihadistas -Em janeiro de 2014, jihadistas do grupo Estado Islâmico no Iraque e no Levante (ISIS) e membros de tribos hostis ao governo assumem o controle de Fallujah e bairros de Ramadi (província de Al-Anbar).

No início de junho, centenas de insurgentes sunitas, em sua maioria membros do ISIS, tomam Mossul. O ISIS proclama um "califado" nos territórios conquistados no Iraque e na Síria, e passa a se chamar "Estado Islâmico" (EI).

No início de agosto, os Estados Unidos lançam ataques contra os jihadistas no Iraque e criam uma coalizão internacional anti-EI.

Haider al-Abadi é encarregado de formar um novo governo para substituir o contestado Nuri al-Maliki, acusado de autoritarismo e sectarismo.

O EI controla então quase um terço do Iraque.

Em 2015, Tikrit é recuperada pelas forças iraquianas, apoiadas pela coalizão e unidades paramilitares formadas após o chamado da mais alta autoridade xiita do país para repelir os jihadistas.

Ramadi e Fallujah são recuperadas em 2016.

Em julho de 2017, Mossul é libertada depois de quase nove meses de combates. Em dezembro, Haider al-Abadi anuncia "o fim da guerra" contra o EI.

- O Curdistão em crise -Em 25 de setembro, o presidente do Curdistão, Massud Barzani, organiza, contra a vontade de Bagdá e da comunidade internacional, um referendo de independência.

A consulta fracassa, apesar da vitória do 'sim'.

Bagdá toma dos curdos todas as áreas disputadas e assume o controle de importantes campos de petróleo.

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