EUA pede ação da ONU após suposto ataque químico na Síria

Nações Unidas, Estados Unidos, 9 Abr 2018 (AFP) - A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley, exortou nesta segunda-feira o Conselho de Segurança a agir após o último suposto ataque químico na Síria, advertindo que Washington está preparado para responder.

A Rússia declarou que um ataque militar americano contra a Síria teria "graves consequências" e destacou que não está provado o uso de cloro ou gás sarin no bombardeio ocorrido na sexta-feira passada.

"Chegou o momento de o mundo ver que está se fazendo justiça", disse Haley durante uma reunião de emergência do Conselho de Segurança, em Nova York.

Grã-Bretanha, França, Estados Unidos e outros seis países solicitaram a reunião de emergência após o suposto uso de gases tóxicos, na sexta-feira, contra o bastião rebelde de Duma, onde 40 pessoas morreram.

"A história registrará isto como o momento em que o Conselho de Segurança cumpriu seu dever ou demonstrou seu completo e absoluto fracasso em proteger o povo sírio", declarou Haley. "De qualquer maneira, os Estados Unidos reagirão a isto".

O embaixador russo no Conselho, Vassily Nebenzia, revelou que Moscou já advertiu os Estados Unidos para não colocar em risco as forças russas estacionadas na Síria.

"O uso da força sob um pretexto mentiroso contra a Síria, onde, a pedido do governo legítimo do país, estão tropas russas, poderá ter graves repercussões", declarou Nebenzia.

O diplomata russo destacou que o projeto de resolução proposto pelos Estados Unidos ao Conselho traz "elementos inaceitáveis" que vão apenas piorar a situação.

"Tenho medo de que estejam procurando, acima de tudo, uma opção militar, que é muito perigosa".

Especialistas russos na Síria não encontraram evidências do uso de gás sarin ou cloro, afirmou Nebenzia, que ofereceu assistência russa e síria para permitir o acesso de membros da Organização para a Proibição de Armas Químicas a Duma.

Nebenzia acusou as potências ocidentais de perseguir uma "política de confrontação" com o emprego de "calúnias, insultos, retórica agressiva, chantagens, sanções e ameaças do uso da força".

Durante o dia, o presidente americano, Donald Trump, declarou que "decisões importantes" serão adotadas nas "próximas 24 ou 48 horas", enquanto o secretário da Defesa, Jim Mattis, não descartava uma ação militar.

Segundo Haley, os Estados Unidos estão decididos a "fazer o monstro que atacou com armas químicas um povoado sírio a prestar contas".

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