Leia alguns trechos da terceira exortação apostólica do papa Francisco

Cidade do Vaticano, 9 Abr 2018 (AFP) - A seguir, trechos da terceira exortação apostólica do papa Francisco, "Gaudete et Exsultate", um texto dividido em cinco capítulos e que explica aos católicos como ser santos comuns do dia a dia.

"Eu gosto de ver a santidade nos pais que educam seus filhos com amor, nos homens e mulheres que trabalham para levar o pão para casa (...) É a santidade 'da porta ao lado', daqueles que vivem perto de nós. São um reflexo da presença de Deus, ou, para usar outra expressão, 'a classe média de santidade'".

"Para ser santos, não é necessário ser bispo, sacerdote, religiosa ou religioso".

"Não se trata de se desencorajar quando se contempla modelos de santidade que parecem inatingíveis, há testemunhos úteis para nos estimular e motivar, mas não para copiar".

"Seja santo lutando pelo bem comum e renunciando aos seus interesses pessoais".

"Nem tudo que um santo diz é totalmente fiel ao Evangelho, nem tudo que ele faz é autêntico ou perfeito".

"Quero enfatizar que o 'gênio feminino' também se manifesta em estilos femininos de santidade, indispensáveis para refletir a santidade de Deus neste mundo".

"Quero chamar a atenção para duas falsificações de santidade que podem nos levar ao erro: o gnosticismo e pelagianismo. São duas heresias (...) que continuam sendo alarmantes hoje".

"A vida cristã é uma luta constante. Força e coragem para resistir às tentações do diabo e anunciar o Evangelho são necessários".

"É nocivo e ideológico o erro daqueles que vivem suspeitando do compromisso social dos outros, considerando algo superficial, mundano, secular, imanente, comunista, populista".

"A defesa do nascituro inocente, por exemplo, deve ser clara, firme e apaixonada, porque é ali que está em jogo a dignidade da vida humana, sempre sagrada, e exige o amor de cada pessoa além de seu desenvolvimento. Mas igualmente sagrada é a vida dos pobres que já nasceram, que estão lutando na pobreza, no abandono, no adiamento, no tráfico de pessoas, na eutanásia encoberta nos doestes e idosos privados de atenção, as novas formas de escravidão, e em toda forma de exclusão".

"Ouvimos muitas vezes que, contra o relativismo e os limites do mundo atual, seria um assunto de menor importância a situação dos migrantes, por exemplo".

"Alguns católicos dizem que é uma questão (a dos migrantes) secundária ao lado dos temas 'sérios' da bioética. Que diga algo assim um político preocupado com seus sucessos; mas não um cristão, a quem só cabe a atitude de se colocar na pele desse irmão que arrisca sua vida para dar um futuro para seus filhos".

"O consumismo hedonista pode nos pregar uma peça, porque nesta obsessão terminamos muito focados em nós mesmos, em nossos direitos e do desespero de ter tempo livre para desfrutar".

"Os jovens estão expostos a um zapping constante. É possível navegar em duas ou três telas simultaneamente e interagir simultaneamente em diferentes cenários virtuais. Sem a sabedoria do discernimento podem facilmente se tornar marionetes à mercê das tendências atuais".

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