Califórnia enviará tropas à fronteira mas manterá status de 'santuário'

Los Angeles, 12 Abr 2018 (AFP) - A Califórnia enviará membros de sua Guarda Nacional à fronteira com o México, acatando a ordem do presidente Donald Trump, mas estas tropas não farão o papel de polícia migratória, respeitando a lei estadual do "santuário".

O governador Jerry Brown comunicou nesta quarta-feira sua decisão de enviar 400 homens à secretária de Segurança Nacional, Kirstjen Nielsen, e ao secretário de Defesa, Jim Mattis.

"Sejamos bem transparentes: Esta não será uma missão para construir o muro, não será uma missão para perseguir mulheres e crianças ou deter pessoas fugindo da violência em busca de uma vida melhor. A Guarda Nacional da Califórnia não executará as leis federais de imigração", destacou Brown em seu comunicado sobre o envio da tropa.

A Califórnia se proclamou em outubro passado como estado "santuário", no qual as polícias locais não colaboram com as autoridades federais na detenção de imigrantes ilegais.

O governador democrata não precisou se os 400 guardas serão enviados exatamente à fronteira com o México, mas declarou que estarão concentrados em "apoiar operações contra grupos de criminosos internacionais, traficantes de pessoas e contrabandistas de armas e drogas na fronteira e ao longo de todo o estado".

A Guarda Nacional é uma força de reserva vinculada aos estados americanos.

Califórnia se une assim aos outros dois estados da fronteira sul, Texas e Arizona, que já anunciaram o envio de homens da Guarda Nacional.

O Texas enviará mais de mil guardas, iniciando com um contingente de 550 militares já ativados, enquanto o Arizona mobilizou 225 homens.

O secretário Jim Mattis assinou uma ordem para mobilizar "até 4.000 efetivos da Guarda Nacional" na fronteira sul até 30 de setembro de 2018.

Trump disse que as tropas da Guarda Nacional "provavelmente" permanecerão nessa atividade até que o país construa um muro na fronteira.

A Guarda Nacional foi enviada anteriormente à fronteira com o México em três oportunidades: em 2006 e 2008 com o presidente George W. Bush, e em 2010 com Barack Obama. Nesses três casos, a mobilização se manteve por aproximadamente um ano.

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