Agência que fiscaliza armas confirma que veneno usado contra ex-espião é de origem russa

Em Londres

  • RTR via Reuters

    Sergei Skripal durante audiência em tribunal militar em Moscou, em 2006

    Sergei Skripal durante audiência em tribunal militar em Moscou, em 2006

A Organização para a Proibição das Armas Químicas (Opaq) afirmou nesta quinta-feira (12) que suas análises confirmam a tese britânica de que a substância neurotóxica usada no atentado contra o ex-espião russo Serguei Skripal e sua filha na Inglaterra, no início de março, veio da Rússia.

Sem identificar quem foi o autor do ataque, a Opaq confirmou, basicamente, que o gás usado pertencia ao grupo Novichok, armas químicas militares russas que são fabricadas apenas em laboratórios daquele país.

"Os resultados das análises dos laboratórios (...) confirmam as descobertas do Reino Unido a respeito da identidade do químico tóxico", afirma a organização acrescentando que o agente neurotóxico "era de grande pureza". A agência não quis comentar quem cometeu o ataque que deixou Skripal e sua filha à beira da morte em 4 de março, embora ambos tenham sobrevivido.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, indicou a origem russa do veneno e concluiu que havia apenas duas possibilidades: que a Rússia estava por trás do ataque ou que havia perdido o controle da poderosa neurotoxina. Depois, decidiu expulsar diplomatas russos em retaliação.

Após a publicação do relatório, Londres convocou uma reunião da OPAQ para 18 de abril para discutir "os próximos passos. "O Kremlin precisa dar respostas", afirmou o ministro das Relações Exteriores britânico, Boris Johnson, em comunicado.

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