Poder eleitoral venezuelano convida UE para observar presidenciais

Caracas, Venezuela, 12 Abr 2018 (AFP) - A autoridade eleitoral venezuelana convidou a União Europeia (UE) para participar como observadora nas eleições presidenciais de 20 de maio, cuja legitimidade é questionada pelo bloco comunitário, informou uma fonte oficial nesta quinta-feira (12).

"Convidamos a senhora Federica Mogherini, (chefe da diplomacia) da União Europeia, tal como nos solicitaram. Esse convite já foi enviado", disse a presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Tibisay Lucena, em coletiva de imprensa.

A pedido dos principais candidatos - o presidente Nicolás Maduro e o opositor Henri Falcón -, em 19 de fevereiro o CNE também solicitou ao secretário-geral da ONU, António Guterres, que enviasse observadores para as eleições.

"Estamos esperando a resposta das Nações Unidas, que já declarou que não pode vir porque não faz parte de seus procedimentos", assinalou a funcionária, referindo-se à falta de uma resposta formal da ONU.

Na quarta-feira, durante uma reunião em Bruxelas com o chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, Mogherini reiterou que a UE espera que Caracas se comprometa "seriamente" em alcançar "a realização de eleições presidenciais e regionais críveis".

Para isso, é necessário garantir a "participação de todos os partidos políticos", acrescentou o escritório da alta representante da UE para Assuntos Exteriores em um comunicado.

Os partidos Primeiro Justiça, do ex-candidato à Presidência Henrique Capriles, e Vontade Popular, de Leopoldo López, em prisão domiciliar, estão inabilitados.

Na mesma quarta-feira, Maduro acusou Mogherini de ser parcial à oposição venezuelana e disse que a UE decidiu ceder ao extremismo do presidente americano, Donald Trump.

"Federica, na Venezuela haverá eleições em 20 de maio. Vai ver o que a União Europeia faz, porque o povo venezuelano vai votar em massa. Depois de 20 de maio nos vemos", sustentou.

As eleições foram convocadas de forma antecipada, pois as negociações entre o governo de Maduro e a oposição para acordar uma data e garantias eleitorais fracassaram.

A coalizão Mesa da Unidade Democrática (MUD), que reúne os principais partidos que são adversários do presidente, decidiu não apresentar candidatos alegando que não há condições de imparcialidade, mas, na contramão, Falcón inscreveu sua candidatura.

Diante do boicote da MUD, Lucena lembrou que a lei eleitoral pune com multas "todo tipo de publicidade ou propaganda que desestimule o exercício do direito ao voto".

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