Morre Daphne Sheldrick, célebre 'mãe' dos elefantes órfãos

Nairóbi, Quênia, 13 Abr 2018 (AFP) - Daphne Sheldrick, pioneira da proteção do meio ambiente conhecida por ter desenvolvido um método que permite criar os elefantes órfãos no Quênia, morreu nesta quinta-feira aos 83 anos, anunciou sua família nesta sexta-feira.

"Daphne morreu na tarde de 12 de abril ao final de uma longa batalha contra o câncer de mama, uma batalha que acabou perdendo", afirmou sua filha Angela Sheldrick em um comunicado publicado no site do Fundo David Sheldrick para a Fauna Selvagem (DSWT).

"Sua herança é incomensurável e sua morte terá uma grande repercussão devido a seu êxito sem igual na conservação da natureza no Quênia", acrescentou.

Nascida no Quênia em 1934, Daphne Sheldrick trabalhou durante quase 30 anos na proteção da natureza com seu marido David Sheldrick, fundador do célebre parque nacional de Tsavo.

Após a morte de seu esposo, ela fundou o DSWT, conhecido ao mesmo tempo por sua contribuição com a proteção da natureza e por seu orfanato de elefantes, onde milhares de turistas vão todos os anos para ver os filhotes sendo alimentados com mamadeira e brincando na lama.

Sheldrick, condecorada em 2001 pelo governo queniano e em 2006 pela rainha Elizabeth II da Inglaterra, precisou de 28 anos para recriar o leite materno, sem o qual os elefantes de menos de dois anos não podem sobreviver.

O trabalho de Sheldrick, que escreveu vários livros, foi imortalizado em um grande número de documentários.

O continente africano tem apenas cerca de 415.000 elefantes, 111.000 menos que na última década, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). A cada ano, 30.000 elefantes são mortos.

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