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'Nunca devemos mostrar fraqueza diante de Putin', diz presidente francês

O presidente francês, Emmanuel Macron - FRANCOIS GUILLOT / AFP / POOL
O presidente francês, Emmanuel Macron Imagem: FRANCOIS GUILLOT / AFP / POOL

Washington

22/04/2018 14h55

O presidente francês Emmanuel  Macron disse que o seu equivalente russo, Vladimir Putin, é um "homem muito forte", diante de quem "nunca deveríamos mostrar fraqueza", num contexto em que a tensão entre os governos ocidentais e Moscou alcançam um nível inédito.

"Acho que nunca deveríamos mostrar fraqueza diante do presidente Putin. Quando alguém é fraco, ele aproveita isso", disse Macron em uma entrevista concedida à emissora Fox News e exibida neste domingo (22), na véspera de sua visita de Estado a Washington.

"Ele (Putin) é forte e inteligente, não é ingênuo", acrescentou o francês, considerando que seu homólogo russo está "obcecado com as interferências em nossas democracias".

"Ele quer uma Rússia grande. Seu povo está orgulhoso de sua política. É extremadamente duro com as minorias e com seus adversários, com uma ideia de democracia que não é a minha", apontou, afirmando contudo que mantém "uma comunicação permanente com ele".

"Respeito ele, conheço ele, estou lúcido", concluiu Macron.

O confronto entre os governos ocidentais com Moscou alcança níveis inéditos desde o fim da Guerra Fria. No mês passado, houve o envenenamento do ex-agente duplo russo Serguei Skripal na Grã-Bretanha. Recentemente, em 14 de abril, EUA, França e Reino Unido bombardearam a Síria, aliada da Rússia, em resposta a um suposto ataque químico em uma região rebelde.

Macron também falou, na entrevista, sobre o acordo nuclear com o Irã - do qual o presidente americano ameaça se retirar.

"Não tenho plano B para o acordo nuclear contra o Irã", admitiu. "Quero lutar contra os mísseis balísticos, quero conter sua influência regional", afirmou. Ele adiantou o que dirá a Trump: "Não abandone o acordo até que você tenha uma opção nuclear melhor, vamos completá-lo".

Daqui a três semanas, Trump deve tomar uma decisão sobre este acordo, com o qual tinha prometido "romper" durante sua campanha eleitoral, e que foi fruto de anos e anos de negociações internacionais, com o objetivo de impedir que o Irã desenvolvesse uma arma atômica.

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