Ex-líder paramilitar colombiano se declara inocente após extradição para os EUA

Nova York, 24 Abr 2018 (AFP) -









Um ex-líder paramilitar colombiano extraditado para os Estados Unidos, fundador da maior quadrilha de traficantes armados que operam no país andino, se declarou inocente de conspirar para contrabandear toneladas de cocaína, diante de um juiz federal de Nova York nesta terça-feira (24).

Daniel Rendon Herrera, conhecido como "Don Mario", de 54 anos, foi capturado há nove anos na selva colombiana, e extraditado para os Estados Unidos nesta segunda-feira.

Como foi extraditado por um dos dois crimes de que é acusado - empreendimento criminoso contínuo para enviar várias toneladas de drogas aos Estados Unidos através do México e da América Central de 2003 a 2014 -, ele só poderá ser julgado por esta acusação, cuja pena mínima é de 20 anos, e a máxima de prisão perpétua.

A segunda acusação contra ele é pelo uso de armas de fogo para o tráfico de drogas.

Rendon compareceu pela primeira vez a um tribunal dos Estados Unidos nesta terça, diante do juiz Viktor Pohorelský, no tribunal federal no Brooklyn.

A audiência foi curta, e o acusado ficou o tempo todo de pé. Quando o juiz perguntou se ele era culpado das acusações, o ex-chefe paramilitar respondeu em espanhol "inocente, Meritíssimo", com o olhar sério por trás dos óculos de aro grosso preto.

Ele é representado pela advogada Johanna Zapp, especialista em casos de extradição para os Estados Unidos. Ela lembrou que seu cliente precisa de remédios para o colesterol e para regular a pressão. Ainda não se sabe em que prisão de Nova York ele ficará detido.

Capturado em 19 de abril de 2009, foi excluído da normativa criada para o desarmamento dos grupos paramilitares que combateram clandestinamente nas guerrilhas de esquerda.

"Don Mario era o narcoterrorista mais temido da Colômbia", disse o agente especial da DEA, James Hunt, que estava encarregado do caso, em um comunicado. "Ele é conhecido como o homem que iniciou o reinado de terror do Clã Úsuga enquanto assediava os Estados Unidos com centenas de toneladas de cocaína".

De acordo com a Promotoria, Rendon foi o fundador e um dos principais líderes do Clã Úsuga (antes conhecido como Los Urabeños e depois como o Clã do Golfo), a maior quadrilha criminosa da Colômbia.

A próxima audiência para seu julgamento ocorrerá em 21 de maio.

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