Confira as manifestações do 1º de maio ao redor do mundo

Paris, 1 Mai 2018 (AFP) -

De Paris a Cuba, confira as principais manifestações deste 1º de maio, Dia do Trabalhador, ao redor do mundo:

Confrontos violentos em ParisViolentos confrontos entre a Polícia e pessoas encapuzadas estouraram à margem da marcha do 1º de maio nesta terça-feira, em Paris, constataram jornalistas da AFP, enquanto dezenas de milhares de pessoas se manifestaram pacificamente em grandes cidades da França.

Cerca de 200 ativistas "blacks blocs", grupos radicais de extrema esquerda, foram detidos, segundo um balanço provisório da prefeitura policial, que chegou a advertir para os riscos de desordem pública de parte de "grupos extremistas" que queriam fazer deste dia "um grande evento revolucionário".

Em Paris, a manifestação sindical atraiu 20.000 pessoas, segundo a Polícia. De acordo com o sindicato CGT, 55.000 pessoas participaram da manifestação parisiense e 210.000 em toda a França. O ministério do Interior calculou em 143.500 o número de manifestantes no país.

Díaz-Canel e Raúl Castro à frente dos cubanosO recém-empossado presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, e seu antecessor, Raúl Castro, receberam o apoio dos participantes do desfile de 1º de maio, que convocou centenas de milhares de pessoas em Havana.

"Muitas razões e argumentos nos chegam para transformar este primeiro de maio em uma demonstração de apoio à nossa revolução", disse o secretário-geral da Central de Trabalhadores de Cuba (CTC, única), Ulises Guilarte, orador da atividade.

A reunião permitiu apoiar "o primeiro secretário do Partido, companheiro Raúl, à continuidade da nossa revolução, no estado e no governo, presidido pelo companheiro Díaz-Canel", acrescentou.

Esta foi a primeira aparição de Raúl Castro e Miguel Díaz-Canel juntos desde que este último foi nomeado presidente do país em 19 de abril.

Em seis décadas de governo dos irmãos Castro, Díaz-Canel, de 58 anos, é o primeiro presidente nascido após a revolução e que não traz nos ombros divisas militares. O próprio Raúl confessou que foi preparado para esta tarefa.

"Penso que foram muito sábios na hora de se decidirem por Díaz-Canel como presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros", disse o veterinário Normando García, de 62 anos, em meio ao desfile. "Chefiei a juventude comunista com Díaz-Canel (...) É um baluarte importante da revolução", acrescentou.

Passeatas também tomaram as ruas das capitais das províncias e principais cidades da ilha. A CTC estimou a participação nas marchas desta terça-feira em seis milhões de pessoas de uma população de 11,2 milhões. A marcha de Havana terminou em um mar de bandeiras e com os participantes cantando o hino comunista da Internacional. Em seguida, o som da conga pôs todo mundo para dançar - em Cuba não podia ser diferente.

Istambul é cercada no 1º de maio

A polícia turca deteve nesta terça-feira 84 pessoas em Istambul, em uma operação com grande reforço da segurança, enquanto a oposição insistiu em realizar sua manifestação por ocasião do 1º de maio, à qual assistiram milhares de pessoas.

Nos últimos anos, o dia comemorativo foi marcado por enfrentamentos entre manifestantes e policiais, mas as forças de ordem evitam o acesso aos principais locais de concentração em Istambul, isolando grande parte do centro da cidade.

Segundo a agência Anadolu, foram mobilizados 26.000 policiais na capital, com três helicópteros, 85 caminhões com jatos d'água e 67 veículos blindados.

A Turquia vive dias de forte tensão política, enquanto se aproxima a data das eleições parlamentares e presidenciais antecipadas, convocadas pelo presidente Recep Tayyip Erdogan para 24 de junho. Erdogan conta em se reeleger para um segundo mandato e obter maioria parlamentar.

Filipinos vão às ruas contra seu presidenteMilhares de trabalhadores marcharam pelas ruas de

Manila, queimando bonecos com a imagem do presidente Rodrigo Duterte e entoando palavras de ordem contra sua política econômica.

Agitando bandeiras vermelhas, os manifestantes condenaram o presidente por descumprir promessas de campanha com relação aos contratos trabalhistas precários.

"Fomos enganados", denunciou o Partido dos Trabalhadores em um comunicado. Segundo a polícia, 5.500 pessoas participaram pacificamente das marchas.

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