Bruxelas apresenta rascunho de orçamento para zona do euro

Bruxelas, 2 Mai 2018 (AFP) - A Comissão Europeia apresentou nesta quarta-feira (2), em meio à discussão do seu projeto de orçamento para 2021-2027, dois "novos instrumentos orçamentários" para a zona euro, um pequeno passo em direção a um orçamento comum defendido pelo presidente francês Emmanuel Macron.

Esses instrumentos têm como objetivo "promover uma zona do euro estável", segundo o Executivo europeu. No entanto, eles estarão acessíveis a todos os Estados-membros da União Europeia, e não apenas à zona da moeda única.

O primeiro é um "mecanismo europeu de estabilização do investimento" que permitiria "manter os níveis de investimento" de um país que tenha sofrido um grande abalo, como uma catástrofe natural.

Ele seria ativado sob a forma de empréstimos a taxas muito favoráveis, "garantidas pelo orçamento da UE", de até 30 bilhões de euros.

O segundo instrumento é um "programa de apoio às reformas" dotado de um "orçamento global de 25 bilhões de euros" e seria destinado a apoiar "a realização de reformas em todos os Estados-membros que não pertencem à zona do euro", tendo em vista a sua futura adesão.

Macron defende há meses "um orçamento comum" na zona do euro.

Nesta quarta-feira, Bruxelas propôs elevar para quase 1,28 trilhão de euros o primeiro orçamento plurianual de uma União Europeia (UE) sem o Reino Unido, que deixa o bloco em março de 2019, embora continue contribuindo até o fim do atual plano plurianual, em dezembro de 2020.

Os 27 países que continuam na UE destinarão 1,11% do seu Produto Interno Bruto (PIB) ao orçamento do bloco a partir de 2021, em vez do atual 1%.

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