Bruxelas está aberta a acordo comercial 'limitado' com EUA

Bruxelas, 4 Mai 2018 (AFP) - A comissária europeia do Comércio, Cecilia Malmström, manifestou, nesta sexta-feira (4), sua disposição a negociar um acordo comercial "limitado" com os Estados Unidos, caso Washington isente a União Europeia (UE) de suas pesadas tarifas siderúrgicas.

"É algo que podemos explorar, unicamente no que diz respeito às barreiras tarifárias para bens e outros (...) assuntos pouco complicados", indicou Cecilia em entrevista à AFP, a quase um mês da data em que o presidente americano deverá tomar a decisão sobre as tarifas.

Para Malmstrom, encarregada dos tratados comerciais em nome dos 28 países do bloco, "um acordo mais limitado seria fácil de fechar", se quiserem resultados rápidos, embora tenha afirmado que "precisa [primeiro] de um mandato" das capitais.

Os europeus estabeleceram como condição sua exclusão "completa e incondicional" das tarifas de 25% sobre o aço e de 10% sobre o alumínio que os EUA desejam impor sobre as importações. "Nossa estratégia é clara. Não negociamos sob ameaça", acrescentou.

A Casa Branca decidiu, nesta segunda-feira, adiar até 1 de junho a eventual imposição desta medida para a UE e outros países, como México e Canadá. No caso dos europeus, o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross, defendeu possíveis avanços na "redução das tensões comerciais" dos dois lados do Atlântico.

Para Malmström, essas possíveis negociações comerciais com os Estados Unidos incluiriam "os automóveis" e deveriam beneficiar "tanto a UE, quanto os Estados Unidos". "Poderíamos explorar isso para ter uma visão melhor do conjunto", indicou.

A Alemanha, maior economia da zona do euro, seria favorável a um acordo deste tipo, mas a França, em segundo lugar, não.

Paris teme o ressurgimento da oposição ao impopular acordo de livre-comércio entre a UE e os Estados Unidos (TTIP, na sigla em inglês), cujas negociações estão em ponto morto desde a chegada de Trump.

O acordo "limitado" que a comissária europeia menciona seria, contudo, muito mais modesto que o TTIP.

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