Israel dá prazo de duas semanas para que o diretor da HRW deixe o país

Jerusalém, 9 Mai 2018 (AFP) - O governo de Israel anunciou que deu prazo de duas semanas para que o diretor local da Human Rights Watch (HRW) abandone o país, sob a acusação de "apoiar o boicote a Israel", o que a ONG nega.

"Em consequência das recomendações do ministério das Relações Exteriores, que contêm informações segundo as quais (Omar) Shakir é, há muitos anos, um militante do BDS que apoia o boicote a Israel de forma ativa, o ministério decidiu encerrar sua permissão de residência", afirma um comunicado divulgado pela pasta do Interior.

O BDS (Boicote, Desinvestimento, Sanções), um dos movimentos que mais irrita o governo israelense, é uma campanha global de boicote econômico, cultural ou científico a Israel, com o objetivo de acabar com a ocupação e colonização dos Territórios Palestinos.

O governo israelense luta ferozmente contra tudo que possa parecer um boicote.

Omar Shakir, de nacionalidade americana, tem 14 dias para abandonar o país.

A HRW, uma organização de defesa dos direitos humanos, nega que o diretor tenha expressado apoio ao BDS e pretende recorrer à justiça israelense.

"Não se trata de Shakir, e sim de amordaçar a HRW para calar as críticas contra as violações dos direitos humanos em Israel", afirmou a Human Rights Watch em um comunicado.

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