Veja quais são as chances de um acordo de paz israelense-palestino

Jerusalém, 12 Mai 2018 (AFP) -

A decisão dos Estados Unidos de transferir a embaixada de Tel Aviv para Jerusalém enfraquece a ideia do presidente americano, Donald Trump, de impor o que qualificou de "acordo definitivo", isto é, uma paz duradoura entre Israel e palestinos.

- Em que ponto estão as negociações? A paz com os palestinos está fora de alcance, 70 anos depois da criação do Estado de Israel, que ocupa a Cisjordânia desde 1967 e desde 2008 travou três guerras contra o movimento islamita Hamas na Faixa de Gaza, território do qual se retirou em 2005, mas mantém sob bloqueio.

Não há negociações de paz oficiais desde 2014, quando fracassaram os esforços do governo do ex-presidente americano Barack Obama por negociar um acordo.

Desde então, as duas partes falaram de novas negociações em várias ocasiões, sem nunca entrar em acordo. O presidente palestino, Mahmud Abbas, acusa Israel de impedir suas promessas anteriores e o governo israelense se opõe a fazer concessões difíceis, mas necessárias para um acordo de paz.

- Quais são os problemas?Os problemas mais difíceis continuam ali há décadas: as colônias israelenses, os refugiados palestinos e o estatuto de Jerusalém. Israel ocupa os territórios palestinos há mais de 50 anos e constrói casas para mais de 600.000 colonos na Cisjordânia e em Jerusalém oriental. A comunidade internacional considera que as colônias são assentamentos ilegais.

O governo palestino dispõe de uma autonomia limitada nas cidades palestinas da Cisjordânia.

Milhões de refugiados palestinos moram em Gaza, Cisjordânia e nos países vizinhos a Israel e reivindicam o direito de retornar às terras de onde suas famílias fugiram durante a guerra árabe-israelense de 1948.

Israel rejeita categoricamente este direito. Alega que autorizá-los a voltar, embora apenas parte deles, equivaleria ao seu fim como Estado. Para os palestinos, a renúncia é impensável.

Sobre Jerusalém, os palestinos e Israel consideram a Cidade Santa sua capital. Israel tomou o controle de Jerusalém oriental durante a guerra de 1967, mas a comunidade internacional não reconhece a anexação da parte oriental da cidade.

Em dezembro, Donald Trump reconheceu Jerusalém como a capital de Israel e anunciou a transferência da embaixada americana de Tel Aviv para a Cidade Santa, provocando uma ruptura entre os dirigentes palestinos.

- Qual é o plano de Trump?A equipe de Trump não se comprometeu publicamente, por enquanto, com uma solução de dois Estados, nem declarou que as colônias fossem ilegais.

O presidente palestino continua recusando-se a falar com o governo Trump e declarou que os Estados Unidos não podem continuar sendo o único mediador entre Israel e os palestinos.

As relações entre americanos e palestinos atravessam um de seus piores momentos. Mahmud Abbas chamou recentemente de "filho de um cachorro" David Friedman, embaixador americano em Israel, nomeado por Donald Trump.

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