Poder eleitoral venezuelano alerta para sanções a incentivadores da abstenção

Caracas, 14 Mai 2018 (AFP) -

O poder eleitoral venezuelano advertiu nesta segunda-feira (14) com sanções - que incluem a prisão - aqueles que promovam a abstenção às vésperas das eleições presidenciais de domingo.

"Queremos lembrar mais uma vez que está proibido por lei desestimular o voto", disse a presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Tibisay Lucena, em coletiva de imprensa.

Não só ativistas pró-abstenção se expõem às sanções. "Também são responsáveis os veículos de comunicação, se são difundidos ou não" os chamados a não sufragar, acrescentou Lucena, de linha governista.

Os principais partidos da coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) pediram boicote às eleições que consideram uma "fraude para perpetuar no poder" ao presidente Nicolás Maduro.

A concorrente da MUD, o opositor e dissidente do chavismo Henri Falcón concorre contra Maduro.

A lei eleitoral prevê multas e "prisão proporcional" a essas sanções para "que atrapalhem a realização dos processos eleitorais".

As advertências de Lucena acontecem a dois dias de que integrantes da Frente Ampla - plataforma que agrupa a MUD e a organizações civis - realizem um protesto até a sede da Organização de Estados Americanos (OEA) em Caracas para rejeitar as votações.

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