Pyongyang nunca renunciará às armas nucleares, afirma desertor

Seul, 14 Mai 2018 (AFP) - A Coreia do Norte nunca renunciará completamente às armas nucleares, advertiu um desertor norte-coreano antes da histórica reunião de cúpula prevista para junho entre o líder do regime de Pyongyang, Kim Jong Un, e o presidente americano, Donald Trump.

A atual efervescência diplomática não resultará em um desarmamento completo e sincero, apenas em uma "ameaça nuclear norte-coreana reduzida", afirmou Thae Yong-ho, ex-número dois da embaixada da Coreia do Norte no Reino Unido, que desertou em agosto de 2016.

"No final, a Coreia do Norte continuará sendo uma potência nuclear travestida de Estado não nuclear", completou, em uma entrevista à agência de notícias Newsis.

Durante a reunião prevista para 12 de junho em Cingapura, os programas balístico e nuclear norte-coreanos serão pontos centrais na agenda.

No mês passado, durante a reunião de cúpula intercoreana, os governantes das duas Coreias se comprometeram com o objetivo de da desnuclearização da península. Pyongyang acaba de anunciar que desmantelará no fim de maio sua única instalação conhecida de testes nucleares, mas não informou publicamente quais concessões pede em troca.

Washington exige uma "desnuclearização completa, verificável e irreversível (DCVI)" da Coreia do Norte e afirma que a verificação é essencial.

A Coreia do Norte afirmou que não precisaria de armas nucleares se a a segurança do regime estivesse garantida.

Thae Yong-ho, um dos desertores de maior hierarquia dos últimos anos, no entanto, destacou que a "Coreia do Norte defenderá que o processo de desarmamento nuclear provocaria sua queda e será contrária ao DCVI".

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