Greve dos caminhoneiros continua apesar de intervenção do Exército

Rio de Janeiro, 26 Mai 2018 (AFP) - A greve dos caminhoneiros continua a bloquear estradas e provocar problemas de abastecimento pelo país neste sábado (26), no sexto dia do movimento de protesto, apesar de o governo ter acionado a polícia e as Forças Armadas.

Na noite desta sexta-feira, pouco após o anúncio do presidente Michel Temer de que usará forças de segurança federais, os militares começaram a escoltar caminhões-tanque para refinarias, principalmente a de Duque de Caxias.

O Ministério da Defesa apontou, na manhã deste sábado, que 132 dos 519 bloqueios registrados na sexta-feira tinham sido levantados.

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, afirmou em coletiva de imprensa que o presidente Temer está preocupado com a situação dos hospitais. Por isso, caminhões transportadores de medicamentos e material médico que participarem da greve serão multados.

Marun falou com a imprensa logo depois de uma reunião de gabinete. Segundo ele, a Polícia Federal solicitou à Justiça mandados de prisão contra empresários que realizem um locaute - quando uma empresa faz greve, o que é ilegal.

Praticamente todos os postos do país estão desabastecidos e os produtos frescos são cada vez mais escassos.

O sindicato de distribuidores de combustíveis de São Paulo (Sindipetro) anunciou que 99% dos postos da cidade não têm mais combustíveis. A volta à normalidade vai levar de 5 a 7 dias após o fim do conflito, segundo o órgão.

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, que tinha decretado estado de emergência na cidade nesta sexta-feira, declarou à imprensa no sábado que a situação é "grave, mas está sob controle".

Em Brasília, a maioria das estradas já foram liberadas e alguns postos começaram a ser reabastecidos.

No Rio, o transporte público foi afetado. Neste sábado, o BRT anunciou pelo Twitter que o serviço precisou ser "interrompido por tempo indeterminado" devido à falta de combustível.

O bloqueio forçou o cancelamento de voos no aeroporto de Brasília, paralisou todas as cadeias de montagem de automóveis, reduziu a atividade de grandes frigoríficos e provocou uma disparada nos preços de combustíveis e alimentos.

A cidade de São Paulo decretou estado de emergência, medida que lhe permitirá, entre outros pontos, requisitar ou apreender bens privados, como o combustível armazenado em um posto.

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