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Foto de Ivanka Trump com filho gera revolta em meio à separação de imigrantes na fronteira

Reprodução/Instagram
Post de Ivanka gerou má repercussão entre críticos da política de Trump em relação aos imigrantes Imagem: Reprodução/Instagram

Em Washington

2018-05-28T10:05:00

28/05/2018 10h05

Ivanka Trump recebeu uma enxurrada de críticas depois de postar uma foto com o filho considerada "fora de tom", em meio à crescente indignação com a política do governo federal de separar os filhos de pais que tenham entrado ilegalmente nos Estados Unidos.

A filha mais velha do presidente Donald Trump, que trabalha como conselheira do pai, postou no domingo uma foto dela com o filho, com a seguinte legenda: "Meu <3! #Manhãdedomingo".

Seus críticos rapidamente apontaram a política de "tolerância zero" anunciada este mês pelo procurador-geral Jeff Sessions, que autoriza os agentes de segurança da fronteira a separarem os filhos de seus pais, caso estes tenham entrado de forma clandestina no país.

O governo diz colocar as crianças em lares temporários, mas Steven Wagner, do Departamento de Saúde e Recursos Humanos, disse a um comitê no Congresso no mês passado que o governo "era incapaz de determinar com certeza a localização de 1.475 menores", depois de tentar entrar em contato com seus "padrinhos" nos últimos três meses de 2017.

"Não é simplesmente a melhor coisa abraçar seu filho - sabendo exatamente onde ele está, seguro em seus braços? É a melhor coisa. A MELHOR. Certo, Ivanka? Certo?", tuitou o comediante Patton Oswalt.

"Isso é tão inacreditavelmente fora de tom, dado que a indignação do público está crescendo sobre as crianças que foram arrancadas à força dos braços de seus pais na fronteira - uma política bárbara com a qual Ivanka Trump é cúmplice ao apoiar", afirmou o cientista político Brian Klaas, da London School of Economics.

Muitos adotaram a hashtag #WhereAreTheChildren (#OndeEstãoAsCrianças?) no Twitter.

Enquanto isso, em um tuíte no sábado, no qual não deixou claro exatamente a que se referia, Donald Trump culpou a oposição democrata pela "lei horrível", embora não haja nenhuma lei ordenando essa política.