Morgan Freeman exige que CNN se retrate de acusações de assédio sexual

Los Angeles, 29 Mai 2018 (AFP) - O advogado do ator Morgan Freeman exigiu nesta terça-feira (29) à emissora CNN que se retrate das acusações contra seu cliente, ao que o canal se negou.

"Toda a história foi construída em uma farsa", escreveu o advogado Robert Schwartz na carta à qual a AFP teve acesso.

"Apresentamos a CNN uma evidência objetiva, incluindo vídeos e declarações de repúdio oficiais das chamadas 'vítimas' dos supostos incidentes que nunca viveram", continuou Schwartz no documento, destacando suas "preocupações" pela "falta de supervisão" dos jornalistas da emissora "e sua grande falta de ética ao atacar injustificadamente o senhor Freeman".

A CNN revelou na quinta-feira passada uma longa reportagem baseada em 16 depoimentos anônimos - oito deles de supostas vítimas - que descreveram os constantes comentários inapropriados e sexuais do ator de 80 anos a membros das equipes de produção de seus filmes e a jornalistas.

Algumas descreveram que havia um ambiente "tóxico" em sua produtora.

"A CNN respalda seus repórteres e responderá energicamente a qualquer tentativa do senhor Freeman ou de seus representantes de nos intimidar para que não cubramos este importante assunto público", respondeu a emissora em comunicado.

A jornalista Chloé Melas - coautora do artigo - incluiu sua própria experiência em uma entrevista coletiva, na qual, com seis meses de gravidez, Freeman disse a ela ao ver sua barriga: "Adoraria estar aí dentro".

O artigo também cita uma assistente de produção em "Despedida em grande estilo" que assegurava que o ator esfregava a parte baixa de suas costas e tentava levantar sua saia, perguntando se usava roupa íntima.

O sindicato americano de atores, SAG, informou que analisa retirar um prêmio honorário que lhe foi entregue em janeiro após as denúncias.

"Melas incitou e pressionou as supostas 'testemunhas' para que dissessem coisas ruins sobre o senhor Freeman e tratou de fazer com que confirmassem a sua parcialidade contra ele", criticou Schwartz, que denunciou tentativas de "intimidação".

Tyra Martin, uma jornalista citada no artigo, negou nas redes sociais ter se sentido assediada pelo vencedor do Oscar por "Menina de ouro".

Admitiu que se sentiu incomodada quando Freeman lhe pediu que não abaixasse a saia quando a levantou, mas que em nenhum momento se sentiu em perigo.

Freeman já fez duas declarações sobre o caso, em uma das quais disse se sentir "devastado" por essas denúncias que colocam sua carreira em risco.

"Não criei ambientes de trabalho inseguros, não assediei (sexualmente) mulheres, não ofereci empregos, ou ascensões em troca de sexo. Qualquer sugestão de que o fiz é completamente falsa".

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