Presidente catalão forma governo sem políticos presos ou exilados

Madri, 30 Mai 2018 (AFP) - O novo presidente da Catalunha, Quim Torra, formou um governo que não inclui nenhum político separatista preso, que tenha fugido do país ou seja perseguido pela Justiça, informou um comunicado oficial.

Torra "assinou um novo decreto de nomeações para formar um governo na Catalunha", anunciou o comunicado oficial. O texto não inclui nenhuma personalidade perseguida pela Justiça.

Em sua tentativa anterior, Torra havia incluído dois ex-conselheiros separatistas que estão na prisão e outros dois que se encontram na Bélgica.

"Os conselheiros presos e exilados enviaram ao presidente da Generalitat uma mensagem em que expressam sua vontade de confiar nele e pedem que as instituições catalãs voltem a se colocar a serviço do povo da Catalunha o quanto antes", explica o texto.

O governo regional catalão se encontra sob tutela do Executivo em Madri desde a tentativa fracassada de independência de 27 de outubro.

A nomeação de quatro conselheiros com problemas com a justiça espanhola foi considerado uma "provocação" pelo governo conservador de Mariano Rajoy, que decidiu não publicar os nomes de nenhum conselheiro no diário oficial, o que na prática impedia a formação do Executivo regional catalão.

A formação do novo governo catalão coincide com uma crise política em Madri, onde Rajoy enfrentará na sexta-feira uma moção de censura apresentada pela oposição socialista por conta da sentença do caso Gürtel, um escândalo de corrupção que afetou o governante Partido Popular.

Em seu comunicado, a presidência catalã deu a palavra aos ex-conselheiros que não farão parte do governo regional. "Os conselheiros Jordi Turull, Antoni Comín, Josep Rull e Lluís Puig reafirmam que sempre quiseram fazer parte da solução e não do problema", diz o texto.

Também denunciaram o "mau uso" que está sendo feito, segundo eles, "do direito e da justiça pelos tribunais espanhóis".

Longe de adotar um tom conciliador, o Executivo catalão decidiu apresentar uma ação por "prevaricação" contra Rajoy por ter bloqueado a formação do primeiro governo de Torra e atacar na justiça a forma como foi aplicado o artigo 155.

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