Al-Qaeda no Iêmen considera como 'pecados' as reformas do príncipe saudita

Dubai, 1 Jun 2018 (AFP) - A Al-Qaeda na Península Arábica (AQAP) criticou as reformas sociais realizadas pelo príncipe herdeiro saudita Mohamed bin Salman, que descreveu como "pecados" em um comunicado divulgado por seu órgão de propaganda Madad.

"A nova era de Bin Salman substituiu as mesquitas pelos cinemas", criticou a AQAP, a facção mais ativa da rede jihadista no Iêmen, de acordo com sua declaração citada pelo SITE, um centro de monitoramento de sites extremistas.

O príncipe herdeiro "substituiu os livros dos imãs pelos absurdos dos ateus e secularistas do Oriente e do Ocidente, e abriu as portas para a corrupção e a degradação moral", acrescenta a organização jihadista.

A AQAP denuncia, por exemplo, a recente realização de um espetáculo de luta livre na Arábia Saudita no final de abril, onde "lutadores estrangeiros e infiéis apareceram seminus, com cruzes, diante de uma plateia de jovens muçulmanos e mulheres".

A Arábia Saudita, que está gradualmente se abrindo para o mundo do lazer no estilo ocidental, tem sido palco nos últimos meses de vários shows musicais e uma semana de moda.

O reino deu permissão para a abertura de cinemas, depois de 35 anos de proibição, e limitou os poderes da polícia religiosa.

Nomeado príncipe herdeiro em junho de 2017 por seu pai, o rei Salman, o príncipe, conhecido como "MBS", lançou suas reformas como parte de um plano chamado "Vision 2030" para transformar o país, no qual metade da população de 31 milhões de habitantes tem menos de 25 anos.

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