Presidente da Colômbia: construção da paz levará ao menos 15 anos

Genebra, 1 Jun 2018 (AFP) - O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, afirmou nesta sexta-feira (1) na ONU, em Genebra, que agora é preciso construir a paz em seu país, um processo que durará ao menos 15 anos e que passa por alcançar mais justiça social.

"A paz é muito mais do que silenciar os fuzis. Isso já conseguimos", declarou Santos aos delegados da Conferência Internacional do Trabalho, reunidos no Palácio das Nações, sede europeia da ONU.

"Agora começamos uma tarefa ainda mais complexa: a de construir a paz. E construir a paz é como construir uma catedral. É um processo longo e complexo, que leva tempo. Tijolo por tijolo. E nós estamos apenas começando", acrescentou.

Para Santos, que em 2016 recebeu o prêmio Nobel da Paz por seus esforços para acabar com a guerra civil em seu país, construir a paz "é um processo que envolve dimensões políticas, econômicas e sociais" que "sabíamos que desde o princípio não teria uma duração menor do que 15 anos".

O objetivo de Santos é alcançar a paz completa na Colômbia, país devastado por meio século de conflito armado que deixou oito milhões de vítimas entre mortos, deslocados e desaparecidos.

Santos destacou nesta sexta que "o diálogo e a ação são a fórmula para construir de forma pacífica, mas eficiente e solidária, as relações que devem reger o futuro do trabalho, pois quem deseja a paz deve cultivar a justiça".

E para conseguir mais justiça social é necessário "mais emprego, com menos pobreza e menos desigualdade", continuou.

"O trabalho decente é um pilar desse esforço, em que as políticas trabalhistas e um desenvolvimento econômico mais equitativo são fundamentais", declarou Santos, que reconheceu que "resta muito a ser feito".

"Uma conquista especialmente importante para mim foi diminuir as lacunas entre ricos e pobres (...) ou seja, a desigualdade. E conseguimos diminuir mais do que qualquer outro país da América Latina. Não é o governo que diz, é a Cepal. Embora ainda tenhamos diferenças que continuam sendo vergonhosas", lançou.

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