Reino Unido recorda atentado terrorista na Ponte de Londres há um ano

Londres, 2 Jun 2018 (AFP) - O Reino Unido recordará neste domingo o atentado terrorista na Ponte de Londres cometido por três jihadistas, que mataram oito pessoas, feriram dezenas mais e deixaram outras tantas traumatizadas e de luto.

Como todo sábado à noite, o bairro londrino central estava lotado de pessoas, e muitas estavam nos bares da região para ver a final da Champions League.

Uma van surgiu do nada e se chocou contra uma barreira perto da catedral de Southwark, na margem sul do Tâmisa.

Três atacantes, armados com facas e usando coletes com explosivos falsos para semear o pânico, começaram então a esfaquear que passava e os fregueses dos bares do Borough Market.

A francesa Christine Delcros, de 46 anos, estava na ponte naquela noite de 3 de junho e acabou perdendo o amor de sua vida, Xavier Thomas, de 45 anos, com quem passava o fim de semana na capital inglesa.

"Só lembro daquele momento surreal, em que vi uma van enlouquecida se aproximar ziguezagueando. Só tive tempo de pensar: nós vamos morrer e nem tive tempo de dizer a Xavier que o amava", conta Delcros, que ficou gravemente ferida no atropelamento.

O corpo de seu namorado foi encontrado mais tarde nas águas do rio.

O espanhol Ignacio Echeverría, um bancário de 40 anos, tentou salvar uma mulher agredindo um dos jihadistas com seu skate, e dando tempo para que outras pessoas fugissem, mas acabou pagando com sua vida.

Oito minutos depois de iniciado o ataque, a polícia matou os agressores.

O grupo Estado Islâmico (EI) reivindicou o atentado, um dos cinco que o Reino Unido sofreu em 2017, com um balanço de 35 mortos.

Outras cinco pessoas morreram em 22 de março do mesmo ano, em um atentado similar realizado por uma única pessoa na ponte de Westminster, junto ao Parlamento britânico e o Big Ben, e outras 22 - muitas crianças e adolescentes - em um show em Manchester em 22 de maio.

- Luto diário -Um ano depois, Delcros ainda tem sequelas. "Estou de licença, pois não pude voltar ao trabalho. Em termos psicológicos, as feridas são invisíveis e ainda mais duras", afirmou.

Christine Delcros participará no domingo nas cerimônias programadas. No início da tarde, a catedral de Southwark realizará uma missa na qual serão acesas uma vela para cada uma das vítimas, três franceses, duas australianas, uma canadense, um espanhol e um britânico.

Além disso, será plantada uma oliveira no jardim da catedral com o adubo feito com as milhares de flores que as pessoas deixaram no local nos dias seguintes ao atentado.

Depois disso, uma procissão se encaminhará para a ponte para que sejam depositadas coroas de flores e observado um minuto de silêncio.

Antes, pela manhã, na igreja de Nossa Senhora das Dores, em Chelsea, templo habitual de muitos espanhóis em Londres, será realizada uma missa em memória de Ignacio Echeverría.

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