Após acidente fatal, companhia cubana reduz voos nacionais

Havana, 13 Jun 2018 (AFP) - Depois do dramático acidente aéreo de 18 de maio em que morreram 112 pessoas, a companhia Cubana de Aviación anunciou uma redução de seus voos nacionais, sem mencionar as motivações da decisão, em um país com déficit de transporte.

Uma nota oficial da companhia estatal, publicada nesta quarta-feira pela imprensa local, afirma que "foram cancelados os voos com destinos a Camagüey, Moa, Manzanillo, Bayamo e Guantánamo".

Também foram "alterados" os voos entre Havana e as cidades de Holguín e Santiago de Cuba, que passaram de dois para apenas um por dia, "excepto os sábados, quando não acontecerão voos" para estes destinos.

No dia 18 de maio, um Boeing 737-200 da empresa mexicana Damojh (Global Air), alugadpe pela Cubana de Aviación para cobrir a rota Havana-Holguín, caiu pouco depois de decolar da capital do país, com 113 pessoas a bordo. Apenas uma sobreviveu e permanece hospitalizada, em estado crítico.

As autoridades mexicanas suspenderam as operações da empresa para revisar as medidas de segurança de suas aeronaves.

Cuba justifica o aluguel de aviões estrangeiros pelas restrições do embargo americano, que impede o país de adquirir aeronaves e peças de reposição, embora boa parte de seus aviões tenham fabricação russa e de outros países do leste europeu.

Cuba sofre de um crônico déficit no transporte interno e a redução de voos agrava a situação.

O jornal oficial Granma informou nesta quarta-feira que a investigação pelo acidente de maio prossegue.

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