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Açougueiros dizem sofrer ataques de veganos e pedem proteção à polícia na França

Espetinhos de soja são exibidos em açougue vegano no Brasil - Divulgação
Espetinhos de soja são exibidos em açougue vegano no Brasil Imagem: Divulgação

25/06/2018 19h59

Açougueiros e charcuteiros (profissionais que produzem embutidos) pediram proteção da polícia ao ministro do Interior, Gérard Collomb, ante os ataques e a "violência" que dizem sofrer por parte de grupos veganos anticarne e antipecuária.

"Contamos com seus serviços e com o apoio do conjunto do governo para que cessem, o quanto antes, as violências físicas, verbais, morais" sofridas pelos açougueiros e charcuteiros, diz uma carta datada em 22 de junho e assinada pelo presidente da Confederação francesa de açougueiros e charcuteiros (CFBCT), Jean-François Guihard, da qual a AFP obteve uma cópia.

"Os 18.000 açougueiros e charcuteiros" da França "estão preocupados com as consequências da grande midiatização do modo de vida vegano", indica o responsável.

Ele lamenta as recentes "intimidações" a açougueiros e charcuteiros, uma "violência" exercida "tanto com o rosto descoberto como mascarado", segundo a missiva.

Na região de Hauts de France, no norte do país, sete açougues foram manchados com sangue falso em abril; e um açougue e uma peixaria tiveram seus vidros quebrados e sua fachadas pichadas com "stop ao especismo", constatou a AFP.

Os antiespecistas se opõem a qualquer tipo de hierarquia entre espécies, especialmente entre o ser humano e os animais.

Segundo a CFBCT, também houve precedentes "na região de Occitania", no sudoeste.

No fim de março, uma militante vegana da causa animal que havia publicado uma mensagem injuriosa contra um açougueiro que morreu em um supermercado de Trebes (sul) em um atentado jihadista foi condenada a sete meses de prisão sob sursis por "apologia ao terrorismo".

"Diante desta escalada da violência, qual será a próxima etapa?" questionou a Federação Profissional de Açougues, considerando que "alguns indivíduos e organizações" buscam "semear o terror".

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