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Internacional

Presidente Xi diz que China não é expansionista, mas não desistirá de territórios históricos

27/06/2018 10h25

Pequim, 27 Jun 2018 (AFP) - A China não seguirá o caminho do expansionismo, e tampouco abandonará um centímetro sequer de seu território histórico, afirmou nesta quarta-feira, em Pequim, o presidente chinês Xi Jinping ao secretário americano da Defesa, Jim Mattis, em um contexto de tensões entre as duas potências.

"Não seguiremos o caminho do expansionismo nem do colonialismo, mas não podemos abandonar uma polegada do território que nossos antepassados deixaram", declarou Xi depois de uma reunião com Mattis, de acordo com a agência estatal Xinhua.

A China reivindica a quase totalidade do Mar da China meridional, opondo-se às aspirações dos países vizinhos, o que gera, além disso, grandes tensões com Washington.

De acordo com o governo dos Estados Unidos, a China deslocou em maio baterias de mísseis e sistemas de interferência eletrônica nas ilhas do Mar da China Meridional.

O Pentágono reagiu com a retirada de um convite a Pequim para participar no "Rim of the Pacific" (Rimpac), exercícios navais que a cada dois anos reúnem quase 30 países.

Outro tema de divergência é Taiwan, ilha que rompeu politicamente com Pequim após o fim da guerra civil chinesa em 1949 e importante aliado dos Estados Unidos, apesar da ausência de relações diplomáticas. A China reivindica a soberania do território.

Antes, Mattis se reuniu nesta quarta-feira com seu colega chinês para buscar áreas de cooperação.

Em sua viagem, a primeira de um secretário de Defesa americano a China desde 2014, Mattis foi recebido na sede do Exército Popular de Libertação (EPL) por uma guarda de honra e uma banda militar que tocou os hinos dos dois países.

O ministro da Defesa da China, Wei Fenghe, celebrou a visita "crucial para aumentar a confiança estratégica bilateral devido ao peso das opiniões de Mattis nos círculos diplomáticos e militares de Washington".

Mattis também fará escalas em Seul e Tóquio para tranquilizar os aliados depois da decisão de Washington de suspender as tradicionais manobras militares conjuntas com a Coreia do Sul na região.

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