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Internacional

Procuradoria pede 11 anos de prisão para ex-presidente do Barça

25/07/2018 14h34

Madri, 25 Jul 2018 (AFP) - A procuradoria espanhola pediu nesta quarta-feira 11 anos de prisão e pagamento de multa de 59 milhões de euros para o ex-presidente do Barcelona, Sandro Rosell, acusado de lavagem de dinheiro relacionada com a venda de direitos de televisão em jogos do Brasil.

A procuradoria da Audiência Nacional, alta jurisdição especializada em casos de corrupção, acusa Rosell, sua esposa e outras quatro pessoas de "lavagem de capital em grande escala" de pelo menos 19,9 milhões de euros.

Todos são suspeitos de terem escondido dinheiro obtido ilegalmente por Ricardo Teixeira, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Rosell viveu e trabalhou no Brasil, onde formou numerosos contatos empresariais. O caso de concentra em um contrato assinado em 2006, com o objetivo de vender a retransmissão de 24 amistosos da seleção brasileira para uma companhia com sede nas Ilhas Cayman.

Rosell e sua esposa teriam recebido quase 15 milhões de euros como parte do negócios. Depois, teriam entregue 8,4 milhões de euros a Teixeira e conservado 6,6 milhões.

Rosell e outras pessoas também são acusadas de terem ocultado outros cinco milhões de euros obtidos ilicitamente por Teixeira, como parte de patrocínio da Nike à seleção brasileira.

Teixeira, ex-vice presidente da Fifa, está sendo investigado pela justiça do Brasil e dos Estados Unidos, no marco do caso "Fifagate", escândalo de corrupção que envolveu vários dirigentes do futebol.

A procuradoria espanhola pediu 7 anos de prisão e multa de 50 milhões de euros contra a mulher de Rosell, Marta Pineda.

Além disso, pediu para um dos outros quatro suspeitos, Joan Besoli, consultor financeiro instalado em Andorra, 10 anos de prisão e 55 milhões de euros de multa.

Rosell renunciou à presidência do Barcelona em 2014, depois de ser imputado por suposta fraude fiscal na turbulenta contratação de Neymar, em 2013.

Rosell conseguiu exculpação graças a um acordo entre a direção do clube catalão e a justiça, para que toda a culpa fosse assumida pela equipe como pessoa jurídica.

Mas o ex-presidente do Barça tem outro julgamento pendente, nascido da briga com o fundo brasileiro DIS, antigo dono de parte dos direitos de Neymar, que se sentiu prejudicado pela operação.

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