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Internacional

Israel construirá novas casas para colonos após ataque mortal

27/07/2018 15h43

Jerusalém, 27 Jul 2018 (AFP) - O ministro israelense da Defesa, Avigdor Lieberman, anunciou nesta sexta-feira (27) a construção de 400 casas na colônia da Cisjordânia ocupada, onde um israelense morreu na véspera nas mãos de um agressor palestino.

"A melhor resposta ao terrorismo é o reforço dos assentamentos", disse Lieberman no Twitter, ao anunciar a construção de 400 casas na colônia de Adam, perto de Ramallah, no norte da Cisjordânia.

Na quinta-feira à noite, um palestino de 17 anos se infiltrou nessa colônia e atacou um grupo de israelenses com uma faca. Um deles, Yotam Ovadia, de 31 anos, não resistiu aos ferimentos e faleceu à noite, enquanto outros dois israelenses ficaram feridos.

Um dos três israelenses atacados atirou contra o palestino Mohamed Dar Yusef, que morreu.

Nesta sexta pela manhã, explodiram confrontos entre palestinos e forças israelenses no povoado de Kobar, ao oeste de Ramallah, local de origem do agressor palestino.

Nos controles estabelecidos pelo exército israelense na entrada e na saída desta localidade, cerca de 150 palestinos lançaram pedras, artefatos incendiários e pneus em chamas contra os soldados israelenses, que responderam com meios de dispersão, indicaram os militares em um comunicado.

Segundo a agência palestina Wafa, três palestinos foram detidos nesses confrontos.

O movimento palestino Hamas, que controla a Faixa de Gaza, considerou o ataque de quinta-feira como "uma operação valente em reação aos crimes diários praticados pela ocupação israelense".

O último ataque palestino a facadas em uma colônia na Cisjordânia aconteceu em abril, quando um palestino tentou matar um israelense em um posto de combustível perto da colônia de Maale Adumim, no leste de Jerusalém. O agressor morreu após ser atingido por tiros.

- Tensão em Gaza e reabertura da Esplanada das Mesquitas - Além disso, nesta sexta-feira, dois palestinos foram mortos na Faixa de Gaza em confrontos com soldados israelenses.

Uma das vítimas é um adolescente de 14 anos, que foi atingido por um tiro. O outro falecido era um homem de 43 anos, que foi morto com um tiro na cabeça, de acordo com o ministério da Saúde de Gaza.

Na semana passada, o Hamas anunciou um cessar-fogo após uma escalada de violência que matou quatro palestinos e um soldado israelense - o primeiro soldado israelense morto na área desde a guerra de Gaza em 2014.

Desde o anúncio do cessar-fogo, a região experimentou certa calmaria com, em particular, uma diminuição no número de pipas ou balões incendiários lançados em direção ao sul de Israel.

Pelo menos 156 palestinos foram mortos na Faixa de Gaza desde o início das manifestações em 30 de março contra o bloqueio israelense que vem acontecendo há mais de 10 anos e para exigir o direito de retorno dos palestinos que fugiram ou foram expulsos de suas casas e terras na criação de Israel em 1948.

Em Jerusalém, o acesso à Esplanada das Mesquitas, na Cidade Velha, foi fechado nesta sexta-feira por várias horas após os confrontos entre fiéis palestinos e as forças de ordem após a oração tradicional semanal.

Segundo a polícia israelense, os confrontos começaram quando "arruaceiros começaram a lançar fogos de artifício contra a polícia". O local foi então evacuado e as forças de segurança realizaram detenções.

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