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Oito estados dos EUA apresentam processo contra impressão de armas em 3D

30/07/2018 21h02

Nova York, 31 Jul 2018 (AFP) - Oito estados dos Estados Unidos apresentam nesta segunda-feira um processo para bloquear uma decisão do governo de Donald Trump que permite fabricar armas de plástico com impressoras 3D, as quais, segundo os críticos, serão quase impossíveis de controlar.

Os procuradores-gerais do Partido Democrata de Connecticut, Maryland, Massachusetts, Nova Jersey, Nova York, Pensilvânia, Oregon, Washington e Distrito de Colúmbia se uniram na petição, que será apresentada a um tribunal federal em Seattle.

A ação, que buscará uma ordem de restrição temporária em nível nacional, argumenta que a decisão viola os direitos dos estados a regular as armas de fogo, disseram as autoridades.

"Esta decisão é inconstitucional. É ilegal. Francamente é aterrorizante", disse Bob Ferguson, procurador-geral do estado de Washington.

"Esta medida sem precedentes não apenas é desastrosa para a segurança pública, mas também mina nossas leis estatais destinadas a manter as armas de fogo longe de pessoas perigosas", acrescentou.

Após uma longa batalha legal, o governo chegou a um acordo no mês passado com Cody Wilson, um ativista defensor do direito às armas do Texas.

Wilson argumentou com êxito que a Segunda Emenda da Constituição americana, que garante o direito à posse de armas de fogo, deveria se estender ao direito das pessoas a fabricar armas em casa, sem controle por parte das autoridades, já que não terão número de série.

Isto implica que qualquer pessoa com uma impressora 3D - que custa cerca de 2.000 dólares e pode ser programada para construir objetos de quase qualquer formato - poderá começar a partir da semana que vem a fabricar armas com corpo de plástico em sua casa, por algumas centenas de dólares cada.

Os especialistas em segurança temem que estas armas possam enganar os detectores de metais usados em edifícios públicos e aeroportos.

Mas os entusiastas das armas dizem que sem algumas partes metálicas, as armas não serão confiáveis, e poderiam, inclusive, explodir na cara de um usuário.

Os legisladores democratas criticaram o acordo e exigiram uma explicação do governo republicano, que apoiou os direitos dos proprietários de armas.

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