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Amigos de mulher russa detida nos EUA desmentem vínculos com Kremlin

31/07/2018 16h34

Moscou, 31 Jul 2018 (AFP) - Ativistas de um grupo russo em favor do porte de armas desmentiram nesta terça-feira (31) supostos vínculos com o Kremlin de sua colega Maria Butina, detida nos Estados Unidos por tentar influenciar organizações americanas em favor de Moscou.

"As atividades de Maria dentro do movimento a favor do porte de armas (nos Estados Unidos) não têm nada a ver com a política externa", declarou aos jornalistas Igor Shmelev, presidente do grupo de pressão que Butina fundou em Moscou.

Este grupo, chamado "Direito ao porte de armas", teve "certos contatos" com a NRA, o principal lobby pró-armas dos Estados Unidos. Alguns de seus representantes estiveram em Moscou para "aprender com a experiência de cada um", admitiu.

"Nos explicaram como a NRA funcionava, como era organizada. Nós nos explicamos como funcionávamos", disse Shmelev, acrescentando que não houve cooperação "sobre nenhuma questão internacional".

De 29 anos, Maria Butina foi detida em julho nos Estados Unidos onde foi acusada de ter promovido os interesses de Moscou em esferas americanas do poder através de uma "organização que milita pelo direito a portar armas".

Moscou denunciou a prisão como "inaceitável" e pediu sua libertação, argumentando que se tratava de uma "prisioneira política".

Um amigo de Butina, o cidadão russo-americano Tim Kirby, membro da NRA que vive em Moscou e que trabalha para a rede de televisão pró-Kremlin RT, afirmou que a jovem "adora" os Estados Unidos.

"Ela quer importar o liberalismo americano para a Rússia, especialmente a questão das armas. Não quer exportar nada da Rússia para os Estados Unidos", garantiu.

Roman Judiakov, ex-deputado nacionalista russo e membro de "Direito ao porte de armas", disse que as acusações contra Butina são "infundadas".

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