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EUA prepara mais sanções contra Rússia por negociar com Coreia de Norte

21/08/2018 19h33

Washington, 21 Ago 2018 (AFP) - Os Estados Unidos informaram nesta terça-feira que preparam mais sanções econômicas contra a Rússia, após incluir na lista negra duas empresas russas que negociaram com a Coreia do Norte violando o embargo adotado pela ONU.

Sigal Mandelker, subsecretária de Terrorismo e Inteligência Financeira do Tesouro americano, disse que "sem dúvida" ocorrerão mais sanções contra entidades e indivíduos russos por parte do governo de Donald Trump.

"Sem dúvida seguirão vendo mais (medidas punitivas) desta administração", disse a funcionária durante audiência no Senado.

Mandelker assinalou que as sanções de Washington já afetaram economicamente Moscou e podem afetar ainda mais. "Não duvidaremos em fazê-lo se sua conduta não mudar de maneira clara e significativa".

O Tesouro americano impôs nesta terça-feira sanções a duas empresas de transporte naval e seis navios russos por violarem as sanções econômicas contra a Coreia do Norte.

Mais cedo, o Tesouro havia informado que as companhias Primorye Maritime Logistics Co. e Gudzon Shipping Co. possuem um navio, o M/V Patriot, que realizou transferências de petróleo a barcos norte-coreanos duas vezes este ano.

Essa ação violou o embargo, respaldado pela ONU, de fazer negócios com a Coreia do Norte, como parte de um esforço para pressionar Pyongyang para que abandone seus programas de armas nucleares e mísseis balísticos.

"As transferências para barcos de bandeira norte-coreana a partir da Rússia ou qualquer outro lugar que forneça, venda ou transfira para a Coreia do Norte estão proibidas pelas resoluções do Conselho de Segurança da ONU", recordou o secretário americano do Tesouro, Steven Mnuchin.

"As consequências de se violar estas sanções permanecerão vigentes até que tenhamos conseguido a total, final e verificada 'desnuclearização' da Coreia do Norte".

Em outro anúncio, o Departamento do Tesouro incluiu na sua lista negra duas companhias e dois indivíduos que teriam ajudado outra empresa russa, a Divetechnoservices, a driblar as sanções que lhe haviam sido impostas em junho por supostas atividades de hackers.

A Divetechnoservices e três funcionários da empresa foram sancionados originalmente por administrar e apoiar as capacidades subaquáticas do governo russo no monitoramento e na pirataria de cabos de comunicações submarinos no mundo todo.

Mandelker disse que Washington mantém a pressão sobre a Rússia dada a sua contínua "atividade maliciosa" em todo o mundo, e citou como exemplos a interferência nas eleições americanas, o apoio ao regime de Bashar al Assad na Síria, o uso de arma química em uma tentativa de assassinato na Grã-Bretanha e a violação dos direitos humanos de seus próprios cidadãos.

- Microsoft fecha seis sites -Ainda nesta terça-feira, a Microsoft anunciou o fechamento de seis sites falsos da agência de inteligência militar russa GRU, destinados a redirecionar o tráfego de dois grupos de especialistas conservadores dos Estados Unidos e do Senado americano.

A Microsoft disse que um destes grupos é o Instituto Republicano Internacional, que promove os princípios democráticos e cuja direção inclui o senador republicano John McCain, um forte crítico de Putin.

O outro é o Hudson Institute, que apoia a manutenção da pressão econômica e política sobre a Rússia e o fortalecimento da Otan, posições contrárias às adotadas pelo presidente Trump.

Os hackers do GRU também estabeleceram domínios da Internet falsos supostamente imitando os do Senado americano, segundo a Microsoft.

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