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General é detido na Venezuela por envolvimento em suposto atentado contra Maduro

Seguranças protegem o presidente venezuelano Nicolás Maduro depois de seu discurso ser interrompido em Caracas, no começo de agosto - Xinhua
Seguranças protegem o presidente venezuelano Nicolás Maduro depois de seu discurso ser interrompido em Caracas, no começo de agosto Imagem: Xinhua

Caracas

22/08/2018 19h05

As autoridades da Venezuela detiveram o general Héctor Hernández Da Costa por envolvimento no suposto atentado contra o presidente Nicolás Maduro, confirmou nesta quarta-feira (22) o procurador-geral, Tarek William Saab.

Hernández Da Costa, general da Guarda Nacional, é o segundo militar de alta patente a ser detido pelo suposto atentado, após o general Alejandro Pérez Gámez.

"No total, 25 pessoas estão sendo processadas até agora. Recordamos que há foragidos da justiça, alguns na Colômbia, outros no Peru e outros nos Estados Unidos", declarou o procurador-geral, alinhado ao "chavismo".

Saab citou Hernández sem identificá-lo como militar, mas a especialista em assuntos militares Rocío San Miguel afirma que o detido era "nada menos que o segundo na chefia do Estado-Maior da Região de Defesa Integral" do Distrito Capital.

"É uma detenção que causa profundo impacto" na Força Armada, disse San Miguel à AFP.

No dia 14 de agosto passado, o general Hernández Da Costa denunciou em um vídeo nas redes sociais que estava sendo detido por funcionários da contrainteligência militar, mas até o momento nenhuma autoridade havia confirmado a prisão.

Há ordens de detenção contra 18 pessoas por executar, todas com alerta vermelho junto à Interpol, acrescentou Saab, totalizando 43 envolvidos no suposto atentado.

Entre os detidos há três militares da ativa, incluindo os dois generais, e o deputado opositor Juan Requesens.

Em 4 de agosto, no que Saab define como uma "conspiração de grande envergadura", dois drones carregados de explosivos explodiram quando Maduro discursava durante uma parada militar em Caracas. O incidente não deixou feridos graves.

O ex-presidente do Parlamento controlado pela oposição Julio Borges, que qualifica o atentado de "farsa" para perseguir os adversários de Maduro, está na relação dos procurados.

Borges se exilou na Colômbia no início de 2018, após o fracasso das negociações entre governo e oposição na República Dominicana.

O Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) declarou "procedente" o pedido de extradição de Borges.

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