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Estados Unidos endurecem posição ante silêncio de Coreia do Norte

28/08/2018 21h10

Washington, 29 Ago 2018 (AFP) - Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira (28) que podem retomar os exercícios militares com a Coreia do Sul, em um claro sinal, junto com o cancelamento de uma reunião de alto nível em Pyongyang, da estagnação das negociações para desnuclearização da Coreia do Norte.

"Demos o passo de suspender vários exercícios militares como uma amostra de boa vontade", disse o secretário da Defesa, Jim Mattis, a jornalistas do Pentágono nesta terça. "Não temos planos de suspender mais nenhum", completou.

O anúncio de Mattis se soma ao cancelamento de uma reunião de alto nível na Coreia do Norte, sinais que mostram o endurecimento de Washington na negociação com Pyongyang.

As discussões ocorrem após a histórica cúpula em junho entre o presidente americano, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, quando os dois dirigentes se comprometeram a trabalhar em conjunto.

Mas apesar dessa decisão, Pyongyang deu poucos passos concretos na direção do objetivo declaro de se desarmar, e os crescentes sinais de frustração começam a surgir.

"Vamos ver como caminham as negociações e, então, calcularemos o futuro, como avançamos", destacou Mattis.

Os próximos exercícios em grande escala de Estados Unidos e Coreia do Sul, conhecidos como Key Resolve/Foal Eagle, estão programados para a próxima primavera (no Hemisfério Norte).

Na semana passada, Trump cancelou a viagem prevista do secretário de Estado, Mike Pompeo, à Coreia do Norte, segundo os relatórios, porque recebeu o que os funcionários americanos consideraram uma carta "beligerante" de Kim Yong Chol, vice-presidente do partido governante norte-coreano.

No mês passado, os funcionários disseram ao Washington Post que Pyongyang parece estar desenvolvendo ao menos um ou dois mísseis balísticos intercontinentais de combustível líquido.

O trabalho está em curso em uma fábrica nos arredores da capital, em Sanumdong, onde os cientistas produziram os primeiros mísseis balísticos capazes de chegar aos Estados Unidos.

Quando questionado se o Pentágono concordava com a afirmação de Trump de que a ameaça nuclear da Coreia do Norte havia terminado, Mattis assinalou uma diminuição das tensões disparadas no ano passado com os ataques trocados entre os dois dirigentes.

"Todo o mundo viu esse progresso quando os dois líderes se sentaram", declarou. "Todos sabíamos muito claramente que seria um esforço longo e desafiante negociar isso, já que sabiam que a guerra começou em 1950 e nunca acabou".

Ainda assim, observadores dizem que os diplomatas americanos acreditam que Kim não tem a intenção de abandonar suas bombas atômicas e está aproveitando sua relação com Trump para obter mais concessões.

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