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Internacional

Na ONU, presidente do Chile pede à Venezuela que permita entrada de ajuda humanitária

27/09/2018 15h56

Nações Unidas, Estados Unidos, 27 Set 2018 (AFP) - O presidente do Chile, Sebastián Piñera, pediu à Venezuela, nesta quinta-feira (27), na ONU, que permita a entrada de ajuda humanitária para enfrentar a crise que levou ao exílio mais de dois milhões de venezuelanos nos últimos anos.

A Venezuela "está vivendo uma tragédia porque os seus habitantes estão fugindo de condições ínfimas e precárias de existência", declarou Piñera na Assembleia Geral das Nações Unidas.

"Muitos, muitos estão perdendo - literalmente - as suas vidas por falta de alimentos e por falta de medicamentos", e Maduro "negando esta situação não abre as portas à ajuda humanitária que muitos países estão dispostos a entregar", indicou.

"Como pode ser um presidente tão ambicioso, tão insensível que está disposto a causar esse grau de dor e sofrimento ao próprio povo para se agarrar ao poder?", perguntou Piñera, em referência ao presidente Nicolás Maduro.

Na quarta-feira, Maduro voltou a negar na ONU que exista uma crise humanitária ou migratória em seu país.

O presidente chileno recordou a generosidade da Venezuela para receber e proteger milhares de exilados políticos latino-americanos nos anos 1970 e 1980, e assegurou que o seu país receberá imigrantes venezuelanos dentro da legalidade.

Piñera também criticou os governos de Nicarágua e Cuba.

Lembrou que há mais de 400 mortos desde abril "por violência gerada pelo Estado e pelo governo do presidente (Daniel) Ortega", e que após constatar assassinatos, execuções extrajudiciais e torturas, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) foi expulsa da Nicarágua há um mês.

Algo similar acontece em Cuba, "que há mais de 60 anos vive sem liberdade, sem democracia e sem respeito básico aos direitos humanos", com detenções arbitrárias e censura, afirmou.

Piñera pediu ao Conselho de Segurança da ONU que "aborde as crises democráticas e humanitárias que afetam esses países", mas se queixou de que este órgão às vezes atue com base nos interesses dos seus Estados-membros e de seus aliados, e não em prol da paz e da segurança no mundo.

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