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Pobreza sobe a 27,3% na Argentina e Macri prevê meses difíceis

27/09/2018 21h28

Buenos Aires, 28 Set 2018 (AFP) - A pobreza na Argentina aumentou para 27,3% no primeiro semestre de 2018, em comparação com 25,7% no período anterior, e o presidente Mauricio Macri adiantou que os próximos meses serão difíceis.

Os dados revelados nesta quinta-feira pelo instituto oficial de estatísticas Indec mostraram que a pobreza interrompeu o ritmo de queda, enquanto a indigência atingiu 4,9% das pessoas na Argentina (com uma população de quase 45 milhões), em comparação com 4,8% do segundo semestre de 2017.

"Temos meses difíceis pela frente. Mas nosso objetivo continua sendo o mesmo, sempre, sempre reduzir a pobreza", disse o presidente Mauricio Macri na época do relatório.

A Argentina conseguiu aumentar o valor do acordo assinado em junho com o Fundo Monetário Internacional (FMI), que passou de US$ 50 bilhões para US$ 57,1 bilhões, e se comprometeu a atingir déficit fiscal zero em 2019, com um orçamento que prevê drásticos cortes de gastos.

Além disso, anunciou medidas para restringir a base monetária e um novo sistema de faixas cambiais, com intervenção limitada do Banco Central. O acordo inclui apoio para reduzir o impacto social das medidas.

"Em dezembro, vamos aumentar novamente os planos sociais, e a maior parte do orçamento (a partir de 2019) é destinada ao investimento social", disse Macri.

O índice de pobreza vinha diminuindo nos últimos tempos. Foi de 30,3% no segundo semestre de 2016 e 28,6% no primeiro semestre de 2017.

Entre 2013 e o segundo semestre de 2016, não houve medição oficial da pobreza na Argentina.