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Investigados dois pacotes suspeitos enviados a legisladora democrata da Flórida

24/10/2018 18h56

Miami, 24 Out 2018 (AFP) - Autoridades investigam dois pacotes suspeitos enviados a dois escritórios da legisladora democrata Debbie Wasserman Schultz na Flórida, informou a Polícia nesta quarta-feira (24), horas depois da descoberta de pacotes com supostos explosivos direcionados a prominentes democratas.

"Alerta! Estamos trabalhando na investigação de um pacote suspeito", escreveu no Twitter a polícia de Sunrise, 50 km ao norte de Miami, dando o endereço do prédio onde Wasserman Schultz tem um escritório.

Poucas horas depois, a polícia de Aventura, outra cidade ao norte de Miami, informou que "como medida de precaução" investigava um segundo pacote suspeito dirigido a Wasserman Schultz e enviado para o escritório de governo.

As ruas que ladeiam os dois edifícios foram fechadas e imagens aéreas mostravam as duas áreas vazias, rodeadas por bombeiros e viaturas da polícia.

Estas ameaças são feitas no mesmo dia em que as autoridades relataram a interceptação de pacotes suspeitos de conter explosivos enviados a proeminentes democratas, como o ex-presidente Barack Obama e a ex-secretária de Estado Hillary Clinton.

Também receberam pacotes suspeitos a redação da CNN em Nova York e, na segunda-feira passada, o filantropo bilionário George Soros, que se tornou o alvo favorito dos grupos de direita.

Segundo mostram fotografias publicadas na imprensa local, o pacote enviado para o escritório de Sunrise era dirigido a Eric Holder, que foi procurador-geral durante o governo Obama, em um envelope no qual aparecia o endereço de Wasserman Schultz como remetente. Como o envelope não chegou ao seu destino, foi devolvido ao seu suposto local de origem.

O envelope enviado à CNN também tinha o nome e endereço de Wasserman Schultz como o remetente, segundo mostrou a emissora.

Membro proeminente da comunidade judaica e ex-presidente do Comitê Nacional Democrata, a congressista defende a sua cadeira na Câmara de Representantes nas eleições de novembro.

Wasserman Schultz foi motivo de polêmica em 2016, quando o WikiLeaks divulgou e-mails nos quais os membros do Comitê Nacional Democrata criticavam o então pré-candidato Bernie Sanders a favor de Hillary Clinton, em um episódio que motivou a sua renúncia.

A legisladora não fez comentários sobre o incidente nem participou de um evento de angariação de fundos para a congressista Donna Shalala em Miami, ao qual iria e que contou com a presença de Hillary Clinton.

A interceptação dos pacotes suspeitos ocorre quando os Estados Unidos estão em plena campanha para as eleições legislativas de meio de mandato, em 6 de novembro, consideradas como um referendo para Trump e o governista Partido Republicano.