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Palocci é enviado para prisão domiciliar

28/11/2018 19h54

Brasília, 28 Nov 2018 (AFP) - O ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci - figura-chave dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff - foi enviado nesta quarta-feira (28) para prisão domiciliar e teve sua pena reduzida por colaborar com a Justiça na delação contra Lula.

Palocci foi condenado em segunda instância no âmbito da Operação Lava Jato por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Mas a sua condenação, por decisão da maioria, foi reduzida de 12 anos e dois meses para nove anos e 10 dias em regime semiaberto, a ser cumprida em sua casa e com tornozeleira eletrônica.

Dois dos três magistrados que julgaram a sua apelação em um tribunal de Porto Alegre votaram a favor, concedendo a ele ambas as medidas. O juiz Victor Laus, último a votar, se pronunciou contrariamente, mas foi voto vencido.

Originalmente a pena foi aumentada por este mesmo tribunal para 18 anos e 20 dias, mas acabou reduzida à metade devido à delação premiada.

Palocci, 58 anos, cumpria prisão preventiva desde setembro de 2016, depois que a Operação Lava Jato revelou o esquema de subornos pagos por empreiteiras a políticos e partidos para obter contratos na Petrobras.

O ex-ministro, que em 1980 fez parte do núcleo fundador do Partido dos Trabalhadores (PT), foi condenado em junho de 2017 pelo caso Petrobras.

Desde então, estava na sede da Polícia Federal, em Curitiba, onde Lula cumpre pena de 12 anos e um mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Palocci assinou um acordo de delação premiada, em troca da redução da pena, com a Polícia Federal em abril, na qual acusou Lula, de quem foi ministro da Fazenda de 2003 a 2006.

Em outubro, o juiz federal Sérgio Moro, então encarregado da Lava Jato, autorizou a publicação de parte das denúncias de Palocci contra Lula.

O ex-ministro declarou que Lula pedia propina para financiar campanhas do PT.

No mesmo processo também apelaram o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e o ex-diretor de serviços da Petrobras Renato de Souza Duque.

Vaccari foi condenado por corrupção passiva e sua pena foi aumentada de seis anos para seis anos e oito meses de prisão. Enquanto isso, Duque foi condenado por corrupção passiva, com uma redução de cinco anos e quatro meses para três anos e oito meses de prisão, também devido a um acordo de delação premiada.

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