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Líderes do G20 dão boas-vindas ao príncipe saudita

2018-11-30T17:00:00

30/11/2018 17h00

Buenos Aires, 30 Nov 2018 (AFP) - Os principais líderes mundiais deram as boas-vindas, nesta sexta-feira (30), na reunião de cúpula do G20 ao príncipe herdeiro saudita, Mohamed bin Salman, evitando isolá-lo nesta viagem, a primeira que realiza desde que o jornalista Jamal Khashoggi foi assassinado no consulado do seu país em Istambul.

O príncipe, de 33 anos, foi visto conversando com o presidente americano, Donald Trump, e com sua filha Ivanka, e apertou a mão do chefe de Estado francês, Emmanuel Macron.

A recepção mais efusiva foi a do presidente russo, Vladimir Putin, quando se encontraram para a foto da cúpula, realizada este final de semana em Buenos Aires, em meio a versões de que ambos os países chegaram a um acordo para cortar a sua produção petroleira.

A imagem dos dois, sorridentes, batendo as mãos e dando um forte aperto de mãos, se tornou viral em poucos minutos.

Em uma breve conversa, Macron expressou a Salman o desejo dos europeus de que os especialistas internacionais participassem da investigação do assassinato do jornalista. Também falaram sobre "a necessidade de uma solução política" no conflito do Iêmen, segundo a presidência francesa.

Macron viu Salman e "quis se aproximar e ter uma conversa muito franca e firme", indicaram fontes da presidência francesa, se referindo ao fato de também terem abordado a questão dos preços do petróleo e o papel da Arábia Saudita em sua evolução.

Quase em seguida, meios de comunicação divulgaram um vídeo de Macron, com o semblante sério, e Salman, sorridente. "Está lá, não vamos brincar de esconde-esconde. Não há complacência, mas franqueza. As coisas serão ditas", enfatizou a presidência francesa, afirmando que "nenhuma outra reunião" está planejada entre os dois.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, anunciou, por sua vez, que terá uma reunião com Salman na qual abordará tanto o crime de Khashoggi quanto a guerra no Iêmen, onde milhões de pessoas estão à beira da inanição, no que as Nações Unidas qualificou como a pior crise humanitária do mundo.

"A Arábia Saudita tem que garantir que a sua investigação seja completa, confiável e transparente, e que possamos ter confiança em seus resultados, assim como os responsáveis prestem contas", disse May.

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