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Em guerra, Iêmen está à beira de 'grande catástrofe', diz ONU

01/12/2018 13h46

Adem, 1 dez 2018 (AFP) - Um responsável da ONU de alto escalão advertiu neste sábado (1) que o Iêmen, em guerra há quatro anos, está à beira de uma "grande catástrofe", em um momento em que são travados combates entre as forças pró-governo e rebelde huthis na estratégica cidade de Hodeida.

A fome ameaça o país, segundo a ONU, e seu emissário Martin Griffiths tenta reunir os beligerantes na Suécia em busca de uma solução política à guerra.

"O Iêmen está à beira de uma grande catástrofe", afirmou Mark Lowcock, secretário-geral adjunto para Assuntos Humanitários da ONU, que termina uma visita ao Iêmen neste sábado.

"Mas não é tarde demais", disse, ao pedir mais ajuda humanitária em 2019.

Segundo ele, o "Iêmen é palco da maior operação humanitária do mundo, mas em 2019 esta deve ser ainda mais importante".

Os doadores contribuíram em 2018 com até 2,4 bilhões de dólares para o plano de ajuda, 80% das necessidades do país.

"Em Aden, vi crianças tão mal alimentadas e tão fracas que só conseguiam abrir os olhos", relatou o responsável da ONU.

Segundo as Nações Unidas, ao menos 14 milhões de deslocados estão em situação de pré-desnutrição neste país.

Os combates entre as forças pró-governo e rebeldes huthis em Hodeida já deixaram ao menos 10 mortos nas últimas 24 horas.

Os novos confrontos ocorrem enquanto o emissário da ONU Martin Griffiths tenta encontrar uma solução política à guerra no Iêmen.

Segundo fontes médicas, nas últimas horas oito cadáveres de rebeldes foram levados aos hospitais.

Um médico de um hospital de campanha das forças pró-governo falou em duas baixas.

Desde 2015, a guerra no Iêmen deixou cerca de 10.000 mortos.