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OPS reporta aumento significativo de casos de sarampo no Brasil

01/12/2018 01h20

Washington, 1 dez 2018 (AFP) - A Organização Pan-Americana de Saúde informou nesta sexta-feira um aumento significativo de casos de sarampo na América, especialmente na Venezuela e no Brasil, que passou a ser o país com mais casos confirmados da doença na região.

Do início do ano até o dia 30 de novembro, foram notificados 16.766 casos confirmados de sarampo nas Américas, mais que o dobro dos 8.091 registrados até outubro, destaca a OPS em seu último boletim.

Entre os doze países afetados nas Américas, o Brasil responde pela maior parte dos casos confirmados, 9.898, contra 2.192 até o mês mês anterior, com uma explosão de casos nos estados de Roraima e Amazonas, na fronteira com a Venezuela.

A Venezuela, que até o momento concentrava a maior parte dos casos de sarampo na América, também passou de 5.525 em outubro para 6.370 casos confirmados em novembro.

A OPS, entidade regional da Organização Mundial de Saúde (OMS), assinalou que desde o início do ano ocorreram 86 óbitos notificados por sarampo, sendo 73 na Venezuela e o restante no Brasil.

No território brasileiro, a maior parte dos casos ocorreu no distrito indígena de Auaris, limítrofe com a Venezuela.

Na Venezuela, a maior concentração ocorre em populações indígenas de diversas etnias nos estados de Amazonas, Delta Amacuro, Monagas e Zulia.

Caracas informou que os primeiros casos de sarampo da atual epidemia foram registrados em julho de 2017, de uma cepa originalmente reportada na Ásia e mais tarde, na Europa.

Depois de Brasil e Venezuela, os países com mais casos de sarampo registrados este ano são Estados Unidos (220) e Colômbia (171), segundo a OPS.

Os casos de sarampo, uma doença extremamente contagiosa, aumentaram mais de 30% no mundo em 2017 em relação a 2016 e mataram 110 mil pessoas, informou na quinta-feira a OMC, que atribuiu o aumento a "brechas na cobertura de vacinação".

O sarampo é uma doença que além da morte pode causar complicações graves, como encefalite, pneumonia e perda permanente da visão.

A doença pode ser evitada mediante uma vacina "segura e eficaz", destaca a OMS.