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Autoridades chinesas são obrigadas a fazer autocrítica

27/12/2018 12h26

Pequim, 27 dez 2018 (AFP) - Autoridades importantes do Partido Comunista Chinês (PCC) tiveram de fazer uma autocrítica durante uma reunião presidida pelo número um do regime, Xi Jinping, conforme relatado pela agência de notícias Xinhua, revelando a dissensão no poder.

Em uma reunião convocada para terça e quarta-feira, "membros do Bureau Político (do PCC) realizaram críticas e autocríticas à luz do seu trabalho e das instruções de Xi (Jinping), bem como das políticas e diretrizes do Partido", de acordo com a agência oficial.

Os 25 membros do Bureau Político do PCC formam o núcleo de poder na China. Mas, seu papel diminuiu desde a chegada de Xi Jinping ao topo do regime, no final de 2012, concentrando o poder em suas mãos.

No entanto, de acordo com analistas, o presidente chinês tem sido contestado nos últimos meses por causa da desaceleração econômica no país, causada pela atual guerra comercial com os Estados Unidos de Donald Trump.

O balanço da reunião não especifica em que pontos os membros do governo tiveram que fazer sua autocrítica, um ritual comum durante a "Revolução Cultural" (1966-1976), recuperado na era Xi.

Mas, os membros do cenáculo parecem ter abandonado a linha imposta pelo homem forte do regime: "eles foram chamados a estudar imediatamente os discursos de Xi", segundo a Xinhua.

Eles terão que "disciplinar a si mesmos, suas famílias e seus colaboradores", acrescentou a agência.

Ao falar na reunião, o próprio Xi fez apologia ao "centralismo democrático", um dos princípios básicos do leninismo, e pediu unidade dentro do partido.

Desde que chegou ao poder, Xi trava uma dura campanha contra a corrupção, sancionando mais de 1,5 milhão de funcionários do regime. Mas alguns observadores acreditam que esta campanha foi destinada sobretudo aos seus adversários internos.

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