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Milhares fogem do último reduto do Estado Islâmico na Síria

27/12/2018 09h49

Beirute, 27 dez 2018 (AFP) - Mais de 11.000 pessoas fugiram em 15 dias do último reduto do grupo extremista Estado Islâmico (EI) no leste da Síria, informou a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

As famílias dos jihadistas tentam escapar da ofensiva de uma coalizão curdo-árabe.

As Forças Democráticas Sírias (FDS) iniciaram em setembro uma ofensiva contra um reduto do EI na província de Deir Ezzor, perto da fronteira com o Iraque, com o apoio da coalizão internacional antijihadista liderada pelos Estados Unidos.

No dia 14 de dezembro, os combatentes assumiram o controle de Hayin, a maior localidade do reduto, de acordo com o OSDH. Os extremistas ainda permanecem nas cidades próximas de Susa e Al-Shaafa, assim como em alguns vilarejos.

Desde a tomada de Hayin, cada vez mais pessoas tentam fugir do setor, afirmou o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman.

"Estas últimas duas semanas foram marcadas pelo maior êxodo, com a fuga de 11.500 pessoas", disse.

"Muitos deslocados são parentes de membros do EI", declarou o diretor do OSDH.

Desde setembro, 15.000 pessoas abandonaram o reduto do EI.

As FDS prenderam quase 700 combatentes do EI infiltrados entre os deslocados, segundo o OSDH, que tem uma grande rede de fontes em toda Síria.

Além do reduto de Hayin, os extremistas do EI estão em um setor do deserto sírio que vai do centro do país à província de Deir Ezzor e onde acontecem confrontos esporádicos com as forças do regime sírio.

rh/tgg/vl/bc/erl/fp

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