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Internacional

Chanceler anuncia plano contra a vida de presidente da Colômbia

30/12/2018 13h55

Bogotá, 30 dez 2018 (AFP) - O chanceler da Colômbia, Carlos Holmes Trujillo, denunciou no sábado a existência de um plano para atentar contra a vida do presidente Iván Duque.

"Durante vários meses houve investigações de inteligência sobre possíveis ataques contra a vida do presidente", declarou o chanceler e um vídeo enviado às redes sociais pelo Ministério das Relações Exteriores.

Trujillo relatou no mesmo vídeo, em que não se aprofundou em detalhes, sobre a captura de três cidadãos venezuelanos em posse de "armas de guerra". "Detenções que aumentam ainda mais as preocupações que as autoridades têm sobre o assunto", acrescentou.

Em uma declaração em separado, ele indicou que as ameaças vêm "presumivelmente de atores internos e externos".

O governo da Venezuela, por sua vez, se ofereceu para cooperar com a Colômbia para investigar o suposto plano.

Após a denúncia do chanceler colombiano, "tentamos contatá-lo para oferecer a ele cooperação policial e de inteligência necessária com o propósito de investigar sua denúncia", assegurou ao ministro de Relações Exteriores, Jorge Arreaza, no Twitter .

Arreaza também solicitou informações sobre os cidadãos venezuelanos presos "com a plena disposição de antecipação uma rigorosa investigação".

O anúncio colombiano ocorre em meio a tensões entre Bogotá e Caracas após a expulsão de funcionários de ambas as nações e a recente presença de bombardeiros russos na Venezuela.

O presidente Duque pediu aos "países que defendem a democracia" que não reconheçam o novo governo de Nicolás Maduro, que assumirá o cargo em 10 de janeiro, após ser reeleito em eleições que foram boicotadas pela oposição e desconhecidas pela comunidade internacional.

Maduro, por sua vez, vinculou o futuro governo do brasileiro de extrema direita Jair Bolsonaro, e o da Colômbia a um suposto plano de Washington para dar um golpe na Venezuela e até assassiná-lo.

Essas declarações foram veementemente negadas pelo governo Duque, que descartou qualquer intenção de apoiar ou intervir militarmente na Venezuela, com a qual a Colômbia compartilha uma fronteira de 2.200 quilômetros.

dl/dga/cn

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